Estado produz, em média, 2,25 milhões de sacas/ano (equivalente a R$ 400 milhões em valor), provenientes de aproximadamente 10 mil propriedades
A agroindústria do café na Bahia registrou aumento da produtividade nos últimos anos. Por meio da recuperação e da ampliação dos cultivos existentes, resultantes da articulação entre os produtores e o governo estadual, a Bahia estabeleceu novas fronteiras e tornou-se um dos protagonistas da agroindústria no Brasil. É atualmente a quarta colocada no ranking da produção de café no País, atrás apenas de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo
Segundo o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, o governo vem apoiando a implantação de empresas agroindustriais, oferecendo incentivos fiscais, financeiros e de infraestrutura, além de promover a assistência técnica, a pesquisa agrícola e o desenvolvimento tecnológico.
“O resultado desse empenho é a consolidação do agronegócio, que se expande com sucesso em direção às áreas irrigadas do vale do São Francisco, da região oeste e do extremo sul do Estado”, explica Correia.
O Estado produz, em média, 2,25 milhões de sacas/ano (equivalente a R$ 400 milhões em valor), provenientes de aproximadamente 10 mil propriedades, das quais 70% pertencem a pequenos produtores, o que mostra sua importância como atividade econômica, tanto para empresários quanto para agricultores familiares.
O presidente da Associação Baiana dos Produtores de Café (Assocafé), João Lopes, afirma que, hoje, a Bahia contribui com 5% a 8% de toda a produção nacional de café, e pode subir na classificação em 2010, ultrapassando a produtividade de São Paulo. Das propriedades que produzem café, 40% são de médios produtores e apenas 10% são consideradas grandes, sendo que, desta última, só 5% apresentam áreas superiores a 100 hectares, concentradas no oeste, onde a atividade é empresarial.
Em 2009, a produção de café beneficiado no Estado, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atingiu 1,87 milhão de sacas. Do total produzido, a região do Cerrado (oeste baiano), produziu 436 mil sacas de café beneficiado – Arábica, a região do Atlântico, 542 mil sacas de café Robusta, e a do Planalto (Cultivos Tradicionais de café arábica), 896 mil sacas.
Esses são os resultados que posicionam o Estado como quarto maior produtor nacional, com faturamento de mais de R$ 632,7 milhões, aumento de 5% em relação ao faturamento de 2008, respondendo por 6% do Valor Bruto da Produção das Lavouras (VBP).
Empregos
A cafeicultura baiana destaca-se também como atividade de grande empregabilidade dentre os principais setores do agronegócio. Atuam na atividade aproximadamente 10 mil famílias residentes nas propriedades cafeeiras, que empregam, diretamente, 150 mil pessoas. Este número é ampliado em mais 100 mil durante a colheita, com a contratação da mão de obra temporária.
Exportação
A Bahia exportou, em 2009, aproximadamente 43 mil toneladas de café em grãos. Fatores como a apreciação do real perante o dólar e a queda dos preços do grão no mercado internacional afetaram a receita do setor em todo o Brasil.
As exportações totalizaram US$ 98 milhões, mesmo com o mercado internacional atingido pela quebra de safra em importantes países como a Colômbia, o volume exportado não deslanchou, devido às dificuldades criadas pela crise financeira internacional.
Fonte: Governo da Bahia