O Estado já possui duas usinas de produção de energia eólica e projeta mais uma com grupo australiano
O grupo australiano Pacific Hydro planeja implantar um terceiro projeto no litoral norte da Paraíba. O Estado vem se tornando um grande produtor de energia eólica, podendo ocupar posição de destaque no ranking nacional. Rio Grande do Sul e Ceará lideram na produção. Os investimentos da Pacific nos dois primeiros projetos instalados somam pouco mais de R$ 300 milhões. O grupo atua na Austrália (sede), Chile, Filipinas, nas Ilhas Fiji e no Brasil, totalizando 448 mega watts de capacidade instalada em operação.
Os dois primeiros empreendimentos da Pacific Hydro já estão em funcionamento no município de Mataraca, distante 92 quilômetros de João Pessoa. A Usina Millennium, com 13 aerogeradores, foi inaugurada em abril de 2008 e tem capacidade de gerar pouco mais de 10 megawatts de potência. A Usina Vale dos Ventos, com 60 aerogeradores, está em fase final de implantação, mas já produz energia. Sua capacidade é de 45 megawatts.
O gerente geral do grupo no Brasil, Mark Argar, afirma que o Parque Eólico Millennium e a Usina Vale dos Ventos podem produzir 147 gigawatts/h por ano a partir da capacidade instalada de 58 mega watts. Millennium é o primeiro parque de geração de energia eólica da Paraíba. O empreendimento é o primeiro do gênero no País instalado pela empresa australiana. A energia produzida tem capacidade para atender 40 mil residências e evitar a emissão de 30 mil toneladas de gases com efeito de poluição.
No Brasil, além da Paraíba, o grupo australiano tem projetos em desenvolvimento nos estados do Rio Grande do Sul, Ceará e Rio Grande do Norte.
A empresa possui contrato com Governo Federal, através do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). O governo brasileiro projeta aumentar as energias renováveis no País para 10% até 2020.
Uma das políticas da Pacific Hydro diz respeito aos cuidados com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável das comunidades onde os projetos são implementados. “Nossa política nos guia para identificar todos os impactos ambientais antes de fazer qualquer tipo de obra”, diz Mark.