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Sexta-feira, 11 de julho de 2014

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Maria Fernanda Ramos: Bancos têm dado maior foco ao NE para aproveitar crescimento do poder de compra

Mardi, 04 Mai 2010 10:15
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A presidente da Caixa fala sobre crescimento do crédito no Brasil e no NE, além do Banco como instrumento para promoção da cidadania e desenvolvimento econômico

 

 

A Caixa Econômica Federal é atualmente uma das instituições que tem como grande ferramenta a abertura do crédito imobiliário às classes com menor poder aquisitivo no País. Isso reflete na geração acentuada de empregos no setor da construção civil e consequentemente na distribuição de renda e acesso a bens materiais, aumentando significativamente o consumo interno.


No Nordeste, onde o dinamismo econômico tem ganhado força com investimentos nacionais e estrangeiros, a Caixa pretende ampliar sua capacidade de atendimento, dando continuidade ao crescimento das operações, que mais que dobraram de 2003 até o momento, atingindo total, em 2009, da ordem de R$ 48,9 bilhões.


InvestNordeste - O mercado imobiliário brasileiro ganhou fôlego novo a partir da expansão do crédito no País. Como a senhora avalia esse momento do setor?
Maria Fernanda Ramos Coelho
- É um momento excepcional principalmente se considerarmos que agora mais famílias estão podendo ter acesso à moradia digna, num processo de inclusão que incorpora ao espaço urbano parte da população residente nas periferias. A combinação de crescimento econômico, redução do desemprego, aumento real dos salários e disponibilidade de crédito cria condições virtuosas que se refletem na realização por milhares de famílias do sonho da casa própria. Além disso, o Programa Minha Casa Minha Vida colocou na agenda política e econômica do País a necessidade de darmos passos concretos para a superação do déficit habitacional através da coordenação das esferas públicas e privadas com subsídios e incentivos  no intuito de induzir a indústria da construção civil a produzir unidades habitacionais aderentes ao perfil das famílias de baixa renda.


Além da maior oferta de crédito, a economia do País também experimenta o impacto do aumento da renda – uma consequência direta dos programas governamentais de transferência de renda. Na sua opinião, este cenário será mantido para 2010?
As políticas públicas de cunho social do Governo Federal têm demonstrado efetividade na redução da pobreza no País e certamente continuarão durante os próximos anos impactando positivamente a economia. Principalmente, pelo fato de ampliarem o poder de compra da população e fortalecerem o mercado de consumo interno. Mesmo com taxas médias de crescimento de 5% projetadas para os próximos anos, tendo por consequência aumento do emprego e da renda, programas de transferência de renda criam uma rede de proteção social que diminui a flutuação do consumo das famílias, ao passo que estabelece condições mínimas de dignidade para todo e qualquer cidadão.


Os efeitos dessa política do Governo Federal, com foco no incremento do crédito, foram potencializados no Nordeste. A senhora acredita que essa ação pode representar um vetor de desenvolvimento regional?
No atual ciclo de desenvolvimento do País, teve uma atenção especial em buscar reduzir nossas diferenças sociais e regionais tendo como uma das estratégias a desconcentração do investimento e o foco no combate à fome e à pobreza. Nessa perspectiva, foram destinados aproximadamente 40% dos recursos do PAC para as regiões Norte e Nordeste, 1/3 das unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida para a região Nordeste e pouco mais da metade de todos os pagamentos do Programa Bolsa Família são feitos às famílias nordestinas. Como resultado, observou-se um fortalecimento do mercado regional com redução da incidência da pobreza sobre a população nordestina, por exemplo, de 48% em 2003 para 33% em 2008, segundo dados do IBGE. Além disso, o Nordeste apresentou taxas de crescimento anuais entre 2003 a 2008 de 4,5%, acima da média nacional no período que foi de 4%.


Esse maior dinamismo tem atraído investimentos privados em diversos setores tais como agrícola, petroquímico, turístico, têxtil, automotivo, portuário, varejista e, também, financeiro. Os bancos nos últimos anos têm dado maior foco à região para aproveitar o crescimento do poder de compra que desde 2003 cresce a uma média anual de 9,2% tornando estratégico o mercado nordestino no contexto da concorrência bancária nacional. Inclusive está nos planos da Caixa ampliar sua capacidade de atendimento na região dando continuidade ao crescimento de nossas operações no Nordeste, que mais do que dobraram de 2003 até o momento, atingindo um total de desembolso em 2009 da ordem de R$ 48,9 bilhões.


Como maior instituição de crédito imobiliário do País, qual é o papel da Caixa na manutenção do desenvolvimento deste importante setor da economia brasileira?
A Caixa é um banco público, genuinamente público, que estabeleceu como missão atuar na promoção da cidadania e do desenvolvimento sustentável do País. Particularmente no setor imobiliário, temos um peso significativo, pois respondemos por 77% do crédito para habitação no Brasil. Além disso, está também sob nossa responsabilidade implementar o programa do Governo Federal Minha Casa Minha Vida, o maior programa de habitação social dos últimos 20 anos, que prevê a construção de um milhão de novas moradias. Hoje, temos mais de 700 mil unidades em análise sendo já contratadas cerca de 300 mil unidades. Até dezembro deste ano, esperamos concluir o programa, consolidando cada vez mais a Caixa como uma instituição estratégica para o Estado brasileiro na execução das políticas públicas.


Qual foi o volume de crédito destinado ao mercado imobiliário pela Caixa, em 2009?
Ao todo foram R$ 47,05 bilhões em contratação de crédito imobiliário em 2009, frente aos R$ 23 bilhões observados em 2008, um recorde histórico da empresa. Diariamente, em média, foram três mil contratos assinados o que representava, aproximadamente, o financiamento de uma cidade com cerca de 20 mil habitantes por mês.


Qual é a previsão de oferta de crédito habitacional, da Caixa, para 2010?
Para 2010, nossa meta é crescer 30% na carteira de crédito total dando continuidade à estratégia de reposicionamento da empresa no mercado bancário com ampliação da participação tendo por princípio a democratização do acesso ao crédito e buscando praticar as menores taxas e tarifas. Caso efetive-se a meta estipulada, isso significaria para o setor da habitação algo em torno a R$ 60 bilhões em recursos contratados este ano. Os dois primeiros meses foram animadores, pois contratamos aproximadamente R$ 7 bilhões. Se comparados ao mesmo período de 2009, tivemos um crescimento no período de 102%, resultado que tem deixado muito animada a equipe da Caixa quanto à possibilidade de superação da meta estabelecida.


A cadeia produtiva do mercado imobiliário tem grande relevância na geração de empregos no País. A senhora acredita ser possível ampliar o número de empregos gerados no setor?
O atual ciclo de crescimento observado tem tido no setor da construção civil um de seus elementos dinâmicos. Para se ter uma ideia, em 2002, o setor contribuiu negativamente na geração de empregos fechando 29.425 postos de trabalho. Por sua vez, em 2008, foram gerados líquidos 197.868 empregos o que representou 13% do total de postos gerados. No ano passado, devido à crise, o setor gerou 177.185 vagas liquidas, contribuindo em 17% na criação de empregos. Considerando que o setor tem uma previsão de crescimento do PIB setorial da ordem de 8% para 2010 é muito provável que a criação liquida de postos de trabalho no setor continue.


O Brasil resistiu à crise financeira internacional e até cresceu durante o período de mais intensidade das dificuldades da economia mundial. Que fatores deram, ao País, a solidez necessária para avançar em meio às dificuldades globais?
Inicialmente, a acertada opção por um modelo de desenvolvimento econômico fundado na inclusão social e na redução das desigualdades regionais. Durante os anos que antecederam a crise, o fortalecimento do mercado interno de consumo de massa ao mesmo tempo em que garantiu condições macroeconômicas favoráveis permitiu que a queda da demanda externa por produtos brasileiros fosse parcialmente absorvida pelo mercado interno. No momento de maior intensidade da crise, a decisão de reduzir impostos e dar continuidade aos programas sociais e aos investimentos públicos, como o do PAC e o lançamento do Programa Minha Casa Minha Vida, permitiu diminuir as oscilações do emprego e da renda.


A constituição de políticas públicas, a retomada do investimento público, o fortalecimento do mercado interno de massas, enfim, a efetivação de uma estratégia de desenvolvimento baseada na inclusão social só foi possível graças à recuperação da capacidade de planejamento e gestão do Estado brasileiro que o permitiu dar respostas efetivas aos efeitos da crise financeira. Um fato concreto disso é o papel desempenhado pelos bancos públicos, mantendo e ampliando as linhas de crédito frente ao pânico nos mercados financeiros que resultou em uma escassez de liquidez generalizada. Nos seis anos anteriores, foi recuperada a capacidade operacional das instituições financeiras públicas permitindo que hoje, por exemplo, a Caixa contrate em crédito habitacional R$ 7 bilhões em menos de dois meses, mais do que todo o valor contratado durante o ano de 2003.


Os bancos públicos podem ser considerados os grandes heróis do pós-crise. A senhora considera que essas instituições foram mesmo determinantes da recuperação da economia?
Sem dúvida e a Caixa é um prova concreta disso. Conseguimos dar uma contribuição efetiva num dos principais instrumentos de combate à crise que são os investimentos públicos. No nosso caso, executando os investimentos do PAC e do Minha Casa, Minha Vida, mantendo de maneira sustentável a oferta de crédito e operacionalizando os pagamentos do Bolsa Família. Tudo isso foi feito garantindo uma rentabilidade programada positiva com controle absoluto dos níveis de inadimplência. Provamos que é possível a um banco genuinamente público combinar eficiência operacional na execução de políticas públicas, com agressividade comercial, tornando-nos cada vez mais um instrumento do Estado brasileiro para promoção da cidadania e do desenvolvimento econômico.


Este ano é especial. Temos Eleições e Copa do Mundo. Considerando que a economia é muito sensível ao otimismo, quais suas expectativas para 2010?
A Caixa vai continuar a crescer com o Brasl, principalmente com a consolidação deste novo ciclo de desenvolvimento que exige grandes investimentos públicos principalmente em infraestrutura urbana, no qual a Caixa pode dar grande contribuição. Principalmente ao estreitar ainda mais a relação com Estados e Municípios a fim de garantir a efetividade desses investimentos. O otimismo com o crescimento da economia nos permite, com responsabilidade e segurança, querer reforçar o protagonismo da Caixa no financiamento às famílias e empresas ampliando assim nossa participação no mercado de crédito. Tudo isso, tendo por principio norteador a responsabilidade de sermos uma instituição com a missão de atuar na promoção da cidadania visando um desenvolvimento sustentável social, econômica e ambientalmente.

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