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Sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

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Vendas no varejo devem crescer 10% até o fim do ano

Lunes 06 de Septiembre de 2010 11:30
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Baseado no tripé crédito, emprego e renda, o volume de vendas passará de R$ 887 bilhões em 2009 para R$ 979,5 bilhões em 2010

 

 

supermercado1Mesmo sem a ajuda de incentivos fiscais, as vendas no varejo prometem crescer 10% este ano, volume que deverá de confirmar no final do ano, segundo projeções da consultoria MB Associados.


Baseado no tripé crédito, emprego e renda, o volume de vendas passará de R$ 887 bilhões em 2009 para R$ 979,5 bilhões em 2010. Os segmentos que mais contribuirão para esse resultado são o de automóveis e de eletrodomésticos.


"A demanda interna está bastante aquecida e a indústria ainda mantém os estoques e investimentos em níveis elevados, o que garante vendas robustas no segundo semestre", analisa a economista Renata Machado, da MB Associados. Ainda sem projeções numéricas, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) também espera um Natal mais forte.


"A economia já está operando em níveis muito superiores aos do ano passado, um período de crise internacional. As contratações temporárias para o Natal só começam em outubro, mas esperamos um movimento 10% maior em 2010", analisa Marcel Solimeo, economista-chefe e superintendente da ACSP.


Ele ressalta que, embora tenha dado sinais de desaceleração, o consumo das famílias deve encerrar o ano em alta de 8% a 9%, acima das projeções de 7% para expansão do Produto Interno Bruto (PIB).


Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o consumo cresceu 1,2% no segundo trimestre na comparação com os três primeiros meses do ano. Na análise sobre o mesmo período de 2009, porém, a alta foi de 6,9%.


"A redução do ritmo do consumo deve-se à base de comparação. O primeiro trimestre estava muito inflado pelos incentivos fiscais concedidos durante a crise, e que terminaram em abril. Muitas compras foram antecipadas por conta disso", explica Fabio Pina, economista da Federação do Comércio de Bens, Serviço e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio).


A trajetória dos investimentos do setor produtivo, porém, garantem sustentabilidade ao crescimento do PIB e dos dados macroeconômicos que têm puxado o consumo.


Os desembolsos cresceram 26,5% no segundo trimestre frente ao mesmo período do ano passado, segundo o IBGE. "Isso vai elevar a capacidade da indústria nos próximos três anos, garantindo ascensão do emprego e da renda, fatores que fortalecem a demanda interna", diz Pina.


Se por um lado o aumento do consumo traz uma tendência positiva para a economia no curto prazo, a notícia acende o sinal amarelo para as contas externas. Isso porque o país tem de importar mais para atender à demanda, afetando o saldo da balança comercial.


"Nossas exportações ainda estão em patamares bem mais altos que as importações e temos reservas em níveis confortáveis, o que não torna a compra de bens de consumo no exterior um problema para este ano, mas é um fator preocupante para o próximo governo", alerta o economista Bernardo Wjunski, da Tendências Consultoria.


Do ponto de vista da inflação, a alta na demanda no ritmo atual pode indicar a necessidade de retomada do aperto monetário. "Essa expansão do consumo das famílias está acima da capacidade de oferta das empresas, o que pode resultar numa alta desenfreada de preços", alerta.


Para 2011, os analistas projetam um PIB 4,3% maior. "O Banco Central já agiu sobre a demanda do próximo ano, apertando o compulsório e elevando os juros básicos em dois pontos percentuais, a 10,75%. O crescimento nacional está caminhando, porém, para a sustentabilidade, pois não depende apenas do consumo; vem acompanhado de investimentos e produção", avalia Braulio Borges, economista-chefe da LCA.


Fonte: Brasil Econômico

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