IPCA acumula alta de 3,14% no ano e nos últimos 12 meses, de 4,49%
A inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou agosto em 0,04%, taxa maior do que a do mês anterior, de 0,01%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O IPCA acumula alta de 3,14% no ano e nos últimos 12 meses, de 4,49%. Os alimentos, com variação de -0,24%, continuaram em queda, mas menos intensa do que em julho, quando o resultado havia sido de -0,76%. Dessa forma, a contribuição do grupo alimentação e bebidas em agosto foi -0,05 ponto percentual, enquanto havia sido de -0,17 ponto percentual no mês anterior.
No mês passado, os alimentos tiveram queda em todas as regiões pesquisadas, em agosto, três delas mostraram movimento de alta. Ainda assim, vários produtos ficaram mais baratos em agosto, por exemplo a batata-inglesa (-22,4%) e o feijão carioca (-11,23%), entre outros.
Alguns alimentos, porém, mostraram sinais de alta, liderados pelas carnes, que, com variação de 2,11% em agosto, foi o item de maior contribuição no índice do mês: 0,05 ponto percentual. Também tiveram alta itens como o óleo de soja (2,67%), o pão francês (1,08%), o frango (0,82%) e a refeição fora do domicílio (0,55%), entre outros.
Os produtos não alimentícios passaram de 0,24% em julho para 0,12% em agosto. O grupo educação, que passou de -0,03% em julho para 0,44% em agosto (maior alta entre os grupos), refletiu a realidade do segundo semestre do ano letivo. Os colégios (ensino formal) variaram 0,33%, enquanto os cursos diversos (informática, idioma etc.) apresentaram alta de 0,97%.
As despesas com habitação diminuíram o ritmo de alta, passando de 0,54% para 0,23%, em razão basicamente da energia elétrica. Em transporte, a variação passou de 0,08% para -0,09%, de julho para agosto. Nesse grupo, foram as passagens aéreas que exerceram influência para baixo, com variação de -10,32%, ao passo que em julho haviam subido 9,15%.
Em contraposição, subiram os preços dos combustíveis (de -0,02% em julho para 0,97% em agosto). O litro do etanol passou a custar 4,12% a mais, quando já havia subido 1,52% em julho. Quanto à gasolina, ficou 0,75% mais cara após a queda de 0,13% de julho. Os ônibus urbanos, por sua vez, ficaram com -0,38% em agosto.
Os itens eletrodomésticos (de 1,43% em julho para -1,8% em agosto) e TV, som e informática (de -0,22% para -1,78%) tiveram influência sobre o grupo artigos de residência, cujo resultado passou de 0,29% em julho para -0,31% em agosto.
Nas despesas pessoais (0,54% em julho e 0,20% em agosto), o menor aumento de preços de um mês para o outro é atribuído, principalmente, ao cigarro (1,14% em julho e 0,07% em agosto), além dos salários dos empregados domésticos (0,41% em julho e 0,03% em agosto).
Dentre os índices regionais, o maior foi registrado na região metropolitana de Curitiba (0,64%), onde a gasolina aumentou 4,04%; e o etanol, 11,72%. O menor foi o de Recife (-0,54%) em virtude, principalmente, da queda de 2,32% nos alimentos.
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para as famílias com renda até seis salários mínimos, teve queda de 0,07% em agosto. A inflação do INPC acumulada no ano chega a 3,24%.
Fonte: Com informações do IBGE/Agência Brasil