Minc informa no I Encontro Nacional de Enfretamento da Desertificação que plano vai ser lançado até maio
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, informou nesta quarta-feira (3) durante a abertura do I Encontro Nacional de Enfrentamento da Desertificação (I Ened), que até o início de maio, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançará o plano de prevenção e controle do desmatamento da Caatinga. O plano deverá entrar em consulta pública para receber contribuição da sociedade. O ministro assumiu o compromisso de lutar pelo desenvolvimento sustentável do Semiárido brasileiro.
Em seu discurso, prometeu trabalhar pela aprovação, no Congresso Nacional, da Proposta de Emenda Constitucional que transforma a Caatinga e o Cerrado em patrimônio natural e do projeto que institui a política nacional de combate à desertificação.
"A Caatinga deixou de ser sombra oculta e entrou com força para o cenário nacional", disse Minc ao comentar os números do monitoramento do desmatamento no bioma divulgados pelo MMA nesta terça-feira.
O ministro informou sobre uma operação deflagrada pelo Ibama nesta quarta-feira a 30 quilômetros de Petrolina para reprimir o desmatamento na Caatinga. Como saldo do dia, haviam sido destruídos 50 fornos de carvão e apreendidos 500 sacos de lenha retirada ilegalmente da vegetação.
Minc voltou a defender que metade dos cerca de R$ 1 milhão anuais do Fundo Clima seja destinada para o Nordeste, para serem aplicados em programas de adaptação e redução de emissões.
De acordo com os dados do desmatamento na Caatinga, entre 2002 e 2008, o bioma teve 16.576 Km² de seu território destruído. Segundo o ministro, a causa principal de destruição do bioma está ligada à extração da mata nativa para fins energéticos destinados aos pólos gesseiros e cerâmicos do Nordeste e até ao setor siderúrgico de Minas Gerais.
O Banco do Brasil e o Banco do Nordeste do Brasil devem apresentar no encontro de Petrolina algumas sugestões importantes para o Semiárido. O Banco do Nordeste deve lançar proposta de um Fundo Caatinga, nos moldes do Fundo Amazônia, que aplicará recursos com condições especiais para atividades de valorização sustentável do bioma. Já Banco do Brasil lançará um fundo de combate à desertificação.
Fonte: Ministério do Meio Ambiente
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