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Quinta-feira, 11 de março de 2010

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Perfil Piauí

Por bruno
Segunda, 14 de Janeiro de 2008 21:00

Perfil

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Piauí (PI)

Área: 251.529.186 Km2

População: 3.036.290

Capital: Teresina

PIB: R$ 12.790 bilhões

Litoral: 66 Km


Atividades Potenciais: Apicultura, Artesanato, Cajucultura, Carcinicultura, Carnaúba, Construção civil, Comércio varejista, Confecções, Grãos, Ovinocaprinocultura e Turismo


O setor terciário é responsável por quase 70% da formação de renda do Estado, ainda que pese a atuação desfavorável de um de seus segmentos mais importantes, o comércio inter-regional, que acaba transferindo os recursos, via diversos mecanismos, principalmente tributários, para os Estados mais desenvolvidos da Federação, notadamente São Paulo. Os setores primário e secundário, embora minoritários na formação da renda total, absorvem parcelas significativas da mão-de-obra, distribuídas entre as seguintes atividades: extrativismo vegetal e mineral, pecuária e agricultura.


Representando apenas 0,54% do PIB brasileiro em 2006, o Produto Interno Bruto do Piauí registrou R$ 12 bilhões, o que resultou em termos nominais uma variação de 72% em relação a 2002 e de 15% tendo como base 2004. Em termos reais, a variação nos dois últimos anos para o Piauí ficou em 6,1%, maior que o Nordeste (4,8%) e o Brasil (4%).


Entre os indicadores do crescimento, o consumo de cimento aumentou de 291 mil toneladas em 2002 para 386 mil em 2007, variando em termos percentuais 32,65%, alteração relativa esta superior à verificada para o Brasil e o Nordeste. O mesmo se constata quando analisamos a variação nos dois últimos anos.


O número de consumidores de energia elétrica no Estado que em 2001 era de 630 mil passou para 812 mil em 2007, variando 28,83%, somente entre 2006 e 2007 esta variação alcançou 5,18%. Os consumidores residenciais representam 86% do total e o comércio 8%. Entre as classes de consumidores, destacou-se a rural que cresceu 35,66% entre 2002 a 2007, saindo de 18 mil ligações para 25 mil. A ampliação na oferta de energia e a incorporação de consumidores de baixa renda através do programa social Luz para Todos explicam tais variações.


A produção de grãos dos cerrados piauienses aumentou de forma considerável entre 2002 a 2007. No caso da soja, a área colhida passou de 86 mil hectares para 217 mil, variando no período 152%. Em relação à produção total desta cultura, a variação foi mais significativa ainda, alcançando 437%. Em 2002, foram colhidas 90 mil toneladas e em 2007, o montante colhido chegou a 484 mil. O arroz, que em 2005 absorveu 57 mil hectares plantados, caiu no ano seguinte para 33 mil e findou 2007 com 40 mil hectares plantados. O ano de 2005, também registrou o maior pico na produção de arroz alcançando 130 mil toneladas, porém, caindo nos anos seguintes. A tendência crescente em área plantada também se verificou na cultura do milho, o quadro a seguir revela que a variação entre 2002 a 2007 ultrapassou sete mil hectares e a produção que era de 29 mil toneladas no primeiro ano chegou a 85 mil em 2007 (variação de 193%). A cultura de algodão herbáceo teve produção, em 2007, de 26.913 toneladas, cultivadas em área de 10.323 hectares.


Pólo de Desenvolvimento Integrado – Uruçuí-Gurguéia

Localizado no sul do Estado do Piauí, tem como centros mais dinâmicos do cerrado piauiense, os municípios de Uruçuí e Bom Jesus. A cadeia produtiva mais relevante do Pólo é o complexo de grãos. Além da soja, os produtores rurais originários do sul do país exploram na região outras culturas como arroz e milho, e adotam tecnologia moderna, com uso intensivo de mecanização, adubação e correção de solos. Utilizam inoculantes para fixação do nitrogênio, sementes selecionadas, rotação de culturas, tratos culturais adequados e a prática do plantio direto.


O pólo apresenta imensas áreas de cerrado com solos profundos e planos disponíveis para serem incorporados às áreas produtivas. Além dos aspectos físicos existem também os aspectos econômicos extremamente favoráveis como o preço baixo das terras, o fortalecimento da cadeia de grãos e a existência do Banco do Nordeste como órgão financiador.


Afora as imensas áreas de cerrado, o Pólo tem ainda áreas nas margens do Rio Gurguéia que podem ser exploradas com irrigação. A água utilizada para a irrigação vem de jazidas de água subterrânea existentes na área com água de excelente qualidade para essa atividade. O potencial irrigável é atualmente de 3 mil hectares. Há também disponibilidade de jazidas e moinhos de calcário, insumo de fundamental importância para a agricultura dos cerrados.


Pólo de Turismo – Costa do Delta

O Pólo Costa do Delta contempla cinco municípios e dispõe de costa litorânea nos seus 66 quilômetros de extensão e de um exemplo único que o destaca das demais regiões, o Delta do Rio Parnaíba, que apresenta uma singular variedade paisagística, de fauna e flora. É o único delta das Américas em mar aberto e o terceiro do mundo, sendo formado por cinco “braços" de rio que deságuam no mar e que, em contraste com as dunas, formam um arquipélago pontilhado por 78 ilhas e ilhotas, traçando roteiros ecológicos com seus igarapés de vegetação fechada e mangues, com área total de 2.700 km².


Outros potenciais naturais que merecem destaque são a Lagoa do Sobradinho e a Lagoa do Portinho, locais de lazer e entretenimento, com presença de dunas, densa vegetação e atracadouro para a prática de esportes náuticos. Suas praias possuem paisagem impar de características paradisíacas e ainda pouco exploradas, entre as quais destacam-se: Pedra do Sal, Coqueiro, Macapá, Barra Grande, Cajueiro da Praia e Atalaia, sendo esta última a mais freqüentada do litoral, por oferecer um leque de opções de entretenimentos e ser bem servida de equipamentos e serviços turísticos.


Infra-Estrutura

A extensão total da rede rodoviária do Estado é de 56.805 km atravessando todo o Estado. Há ligações ao sul do país passando pela capital federal. Outras rodovias dão acesso às regiões Norte e Nordeste nos sentido leste-oeste. Em território piauiense, as ferrovias somam 523 km de extensão e interligam a capital aos portos da região e aos Estados vizinhos. Os principais produtos transportados são: minério de ferro, cimento, derivados de petróleo, couro, adubo, cera de carnaúba e produtos alimentícios. O Estado dispõe de dois aeroportos: um em Teresina e outro em Parnaíba, ambos com revestimento asfáltico, aparelhados para atender as operações de pouso e decolagem de grandes aeronaves.

Fonte: Contas Regionais do Brasil – IBGE 2006/ Banco do Nordeste do Brasil

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