Secretária do Planejamento falou sobre também sobre diagnóstico sócioeconômico do Estado
Nesta segunda-feira, 05, a secretária de Estado do Planejamento, Habitação e do Desenvolvimento Urbano (Seplan), Lúcia Falcón, participou do II Seminário Interno do Departamento de Economia. Com o tema “Planejamento do desenvolvimento de Sergipe e o papel do economista na gestão pública”, a secretária falou para uma plateia composta por professores e alunos de graduação da Universidade Federal de Sergipe.
A secretária fez uma análise da aplicação do conhecimento acadêmico no setor público, área que atua desde 1996. Explicou que o aprendizado em sala de aula viabilizou o processo de planejar um novo Sergipe. “Foi com base em informações sobre desenvolvimento regional, mercados setoriais, economia do setor público, financiamento e viabilidade de projetos que conseguimos fazer o diagnóstico e prospecção, elaborar um Planejamento Estratégico, orçamento, projetos, engenharia financeira, gerenciamento de projetos. Com essas ferramentas o Governo está conseguindo planejar um novo estado”, disse Lúcia, classificando o novo perfil do profissional da área como economista executivo.
Na ocasião foi mostrado o novo recorte territorial e como a equipe do Governo, com o apoio da Universidade Federal de Sergipe, conseguiu revelar a diversidade de cada território. “Com o auxílio dos professores desta academia fizemos o mergulho para verificar as diferentes condições econômicas, sociais, culturais, funcionais e políticas. E descobrimos que não existe um Sergipe, e sim, vários Sergipes. Com a participação do cidadão, pudemos redescobrir um estado. Isso nunca foi visto antes na história de Sergipe”, explicou Lúcia fazendo referência ao Processo de Planejamento Participativo que no primeiro ciclo (2007-2008) levantou 8.671 demandas a partir da consulta a 24.700 sergipanos e que no segundo ciclo (2009-2010), 10.969 sergipanos opinaram sobre os rumos do Estado.
“Não podemos esquecer que a economia está na área das Ciências Sociais. É aplicada, tem consequências práticas. Temos que lidar com gente e pra isso não existe fórmula pronta. Temos consciência de que desenvolvimento não se faz só com o estado. E a consequência disso é um pacto pelo desenvolvimento da nossa sociedade”, completou Falcón.
Falcón falou ainda sobre o diagnóstico sócioeconômico do Estado, articulação entre investimentos públicos e privados, processo de captação de recursos, operações de crédito, ações do Governo em programas estruturantes e das metas do Desenvolver-SE, Plano de Desenvolvimento de Sergipe que pretende coordenar os esforços de todos os setores da sociedade e orientar a aplicação dos recursos privados e públicos em prol do desenvolvimento do estado.
Segundo Verlane Aragão Santos, professora e chefe do Departamento de Economia, há uma grande dificuldade para o aluno de economia entender a utilização de ferramentas quantitativas e históricas aprendidas em sala de aula, na sua atuação profissional. “Quando a gente traz um professor que tem uma vivência acadêmica e está atuando na iniciativa privada ou na gestão pública nós conseguimos mostrar aos alunos como é possível fazer essa articulação e como essa formação em economia é rica e importante para atuar na vida em sociedade”, explicou Verlane.
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