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Mulheres de SE transformam palha em fonte de renda

Por Redação
Quarta, 31 de Agosto de 2011 15:59
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Palha do ouricuri vira cestas artesanais nas mãos das Artesãs de Neópolis



Em Neópolis (SE), município a 121 km de Aracaju, no Povoado Passagem, um grupo de artesãs utiliza palhas das árvores nativas da região para obter nova fonte de renda. A grande maioria dessas mulheres são esposas de operários da indústria têxtil, que até então se dedicavam aos afazeres domésticos.


A trajetória delas teve início em 2003, quando cansadas da rotina, que incluía muitas vezes a produção e comercialização de pequenos bordados na feira livre do município, decidiram que era chegada a hora de dar novo rumo às suas vidas. A mais ativa, Maria José Santos, a Zezinha, decidiu resgatar uma tradição que aprendera com sua mãe: a produção de cestas a partir da palha de ouricuri, árvore típica da região. As peças construídas de maneira rústica passaram a ser vendidas nas feiras e despertaram a atenção dos consumidores.


A partir daí começaram a surgir inúmeros pedidos. Sem ter como atendê-los, Maria José convidou algumas de suas vizinhas para aderir à nova atividade. “No início, muita gente ficou desconfiada, achando que não daria certo. Aos poucos, fomos convencendo as mulheres e conseguimos aumentar a produção. Porém, surgiu um problema, já que não tínhamos local para armazenar as peças”, explica Zezinha.


Auxílio
Com a ajuda de uma indústria, as artesãs conseguiram espaço para fabricar e guardar os produtos. A inclusão de novas pessoas à atividade, entre elas os maridos de algumas das mulheres, ajudou o grupo a diversificar a produção, incluindo bolsas, jogos americanos, tapetes e cestas com formatos diferentes.


Decididas a melhorar ainda mais a qualidade das peças, as artesãs decidiram procurar ajuda. Por meio de um apicultor de Santana do São Francisco, município vizinho, buscaram auxílio junto ao Sebrae em Sergipe. A instituição promoveu um levantamento das condições e do planejamento do grupo e decidiu ajudar. Começaram a ser realizadas capacitações para melhorar o sistema de produção. Incentivadas em 2005, as artesãs decidiram criar informalmente uma associação e já no ano seguinte passaram a fazer parte do Projeto de Trançado da Palha da entidade, que já era desenvolvido nas cidades de Pacatuba, Pirambu e Japoatã.


Com as sugestões dos instrutores do Sebrae, elas passaram a incorporar novos elementos às peças e a utilizar a palha de outras árvores, como a taboa e a bananeira. O resultado veio logo em seguida. Os produtos começaram a ser vendidos para Brasília, São Paulo, Curitiba e Salvador.


Serviço

Os produtos das artesãs são comercializados com apoio da Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e Desenvolvimento Social (Seides), no Centro de Cultura e Arte J. Inácio, na Orla de Atalaia.


Agência Sebrae de Notícias

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