Definir estratégia de organização dos grupos de quebradeiras a fim de aumentar produção e dinamizar comercialização
Definir a estratégia de organização dos grupos de quebradeiras de coco com a finalidade de aumentar a produção, dinamizar a comercialização e melhorar a renda das mulheres que vivem da comercialização da amêndoa, do azeite e do mesocarpo do babaçu. Este é o principal objetivo do I Seminário sobre o Extrativismo do Território dos Cocais no Nordeste, que acontece nos dias 5 e 6 de agosto, na sede do Incra no Piauí. Nas mesas de debate estarão presentes a Fundação Banco do Brasil, Embrapa, CITCocais, Ministério do Meio Ambiente, Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e GTZ (Deutsche Gesellschaft Techiche Zusammenarbeit). Durante o seminário será divulgada a pesquisa de cadastramento das 13 mil quebradeiras de coco.
Segundo Rejane Tavares, representante da GTZ (Sociedade de Cooperação Técnica Alemã), a pesquisa foi uma demanda das quebradeiras de coco por meio do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Babaçu (MIQCB). “A pesquisa servirá para subsidiar políticas públicas de combate ao trabalho escravo e infantil, além de permitir que as organizações das quebradeiras de coco façam contratos com empresas privadas. De acordo com Rejane, atualmente, elas vendem toda a produção para intermediários perdendo dinheiro. Para se ter uma ideia, o preço de 1 kg de amêndoa custa R$1,46; as quebradeiras vendem por R$ 0,90, deixando o resto para os atravessadores.
O estudo a ser apresentado no I Seminário identificou 13 mil mulheres que vivem da quebra e venda do babaçu, quanto elas produzem na época da safra, para quem vendem, por quanto e se poderiam produzir mais caso existissem outros compradores para os produtos. A ideia do estudo surgiu da necessidade das quebradeiras de conhecer a capacidade de produção, fato que impede que contratos com empresas e prefeituras sejam firmados. As 15 mil mulheres entrevistadas são provenientes dos municípios de Barras, Batalha, Esperantina, Matias Olimpio, São João do Arraial, Madeiro, Joca Marques, Luzilândia, Morro do Chapéu, Campo Largo, Porto e Nossa Senhora dos Remédios – todos da micro-região dos Cocais, no norte do Piauí.
O Estudo da Cadeia Produtiva do Babaçu e o cadastramento de mulheres no Território dos Cocais fazem parte do Projeto de Fortalecimento do Babaçu, organizado pelo Programa de Desenvolvimento Territorial Integrado e Sustentável (PDTIS), desenvolvido em parceria com o Centro de Educação Popular Esperantinense (Cepes), MIQCB, FBB, Incra e Agência de Cooperação da Alemanha GTZ.
Serviço
I Seminário sobre o Extrativismo do Território dos Cocais no Nordeste
Dia: 5 e 6 de agosto de 2010
Horário: 8h às 18h
Local: auditório do Incra (Avenida Joaquim Ribeiro, 835 - Centro Teresina/ PI)
Contingente de trabalhadores recuou em sete dos quatorze locais pesquisados pelo IBGE
Produção de petróleo e gás natural alcançou a média diária recorde de 2 milhões 622 mil de boe em 2011
Região ficou atrás apenas do Centro-Oeste, no período de 2003/2008
Companhia comemora marca histórica de 15 milhões de clientes transportados em todo o Brasil
Programa possibilita o gerenciamento do atendimento ao usuário para resolução de problemas
Lucro líquido em 2011 saltou 23,2% em relação a 2010, tornando-se o maior da história