Termina nesta sexta-feira (07) a VIII Edição do Seminário Nacional de Arranjos Produtivos Locais (APL) de Base Mineral, na cidade de Campina Grande, na Paraíba. O evento é realizado pelo Sebrae em parceria com várias entidades ligadas a APL de todo o País.
Carlos Nogueira, representante do Ministério de Minas e Energia (MME), realizou hoje (05) uma palestra sobre a necessidade de formalização das micro e pequenas empresas, uma das metas do setor. “A extração mineral sem fiscalização é um dos maiores problemas da mineração no Brasil. Empresas de mineração de pequeno porte representam 25% dos empregos formais no país”, explicou.
Nogueira informou que até 2014 o governo investirá R$ 78 bilhões no segmento - em todo País existem aproximadamente 57 APL de base mineral. “A mina pode impulsionar o desenvolvimento de outras atividades econômicas da região. Esse é um setor estratégico, responsável por geração de emprego e renda”, afirmou.
De acordo com o representante do MME, cerca de $ 120 milhões de dólares foram utilizados em um levantamento geofísico do território brasileiro. “Precisamos ampliar a competitividade e aproveitar melhor o potencial geológico mineral. Temos que conhecer bem o Brasil e fazer um planejamento a médio e longo prazo, dedicando atenção à saúde e à segurança do trabalhador mineral” ressaltou .
Para o coordenador do Programa de Mineração (Promin) do governo estadual, Marcelo Falcão, a Paraíba tem uma vocação mineral nata, mas ainda é preciso mudanças. “Existe um sistema individualista. O desafio é tornar o setor produtivo e as cooperativas mais competitivas no mercado. Temos que fazê-las assimilar novas tecnologias e ter noções de impacto ambiental”, afirmou. Ele lembrou que por meio dos projetos ‘Cooperar’ e ‘Empreender’ estão sendo investidos neste ano mais de R$ 3 milhões no setor produtivo. “Esse financiamento é direcionado ao pequeno produtor mineral, que estão organizados em seis cooperativas na região do Seridó paraibano”, disse.
Segundo Marcelo Falcão, há 350 empresas de mineração formais na Paraíba, gerando uma média de 3 mil empregos, mas a informalidade da maioria das empresas ainda preocupa. “Ainda existem muitos na informalidade e estamos tentando mudar isso. Nós já formalizamos seis cooperativas e já conseguimos tirar o ‘atravessador’, que desvaloriza o mineral”, disse. Através das cooperativas, o mineral não metálico é levado diretamente para a indústria, o que gera agregação de valor.
Agência Sebrae de Notícias
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