Pesquisa mostra que a proporção de consumidores com dívidas em atraso atinge o menor patamar dos últimos treze meses
A Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor em Fortaleza, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), entidade ligada à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), no mês de maio, revela que 54,50% dos consumidores possuem algum tipo de dívida.
Esse resultado encontra-se 2,76 pontos percentuais abaixo do verificado em abril (57,26%) e se apresenta muito inferior ao índice de maio de 2009 (65,31%), atingindo, neste mês, o menor nível dos últimos doze meses.
Realizada com cerca de 900 consumidores fortalezenses, com idade superior a 18 anos, a Pesquisa além de mostrar a análise da taxa de consumidores com contas ou dívidas em atrasos, apresenta também dados referentes à taxa de comprometimento da renda do consumidor e a taxa de inadimplência em potencial.
Contas e Dívidas em Atraso
A pesquisa mostra que a proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso também atinge o menor patamar dos últimos treze meses, com taxa de 19,33% em maio, tendo sido verificada redução na maioria das classes socioeconômicas.
O perfil do consumidor com contas ou dívidas em atraso revela a preponderância do sexo feminino (21,04% das respostas), com idade entre 25 e 34 anos (26,87%), com renda familiar inferior a cinco salários mínimos (20,27%) e da classe socioeconômica C (21,51%).
O tempo médio de atraso foi de 56 dias, exatamente o mesmo resultado de abril, sendo que 31,40% dos entrevistados informam que estarão nessa condição por até trinta dias.
Dentre as causas que mais contribuem para que os consumidores atrasem suas contas, encontra-se, em primeiro lugar, a falta de controle financeiro, citada em 41,49% das respostas. O desemprego (26,66%), gastos inesperados (24,49%) e a assunção de dívidas de terceiros (10,22%) são outros motivos citados.
Comprometimento da renda
Em Fortaleza, 54,50% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: (a) cartões de crédito, citado por 79,44% dos entrevistados; (b) carnês e crediários, com 17,07% das respostas; e (c) os empréstimos pessoais, com 12,99%. Outras formas de endividamento que requerem mais capacidade de pagamento, como o financiamento de veículos, só são mais relevantes para as classes de renda mais alta, como a A (7,27%) e B (5,52%).
Com endividamento médio de R$ 902,61, a parcela da renda dos consumidores comprometida com o pagamento de dívidas apresenta leve aumento com relação a abril, passando de 15,97% para 16,36%, em maio. A renda encontra-se mais comprometida no grupo de consumidores da classe socioeconômica B (20,22%).
Apesar de todas as mudanças recentes, com amplo aumento da oferta de crédito, o perfil do endividamento de Fortaleza ainda encontra-se concentrado no curto prazo, com 79,67% em prazos inferiores há um ano.
Uma das explicações para esse resultado é o padrão de consumo do fortalezense, ainda muito limitado pela baixa renda desse consumidor: o grupo de produtos relacionados com alimentação e cuidados com o lar responde por 48,02% de todo o orçamento das famílias de Fortaleza. Os artigos de vestuário têm um peso de 16,49% e os eletrodomésticos de 11,34%.
Inadimplência potencial com leve queda
A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrarem seus compromissos, apresenta leve queda de 0,36 pontos percentuais em maio, passando de 6,59%, em abril, para 6,23% neste mês. A taxa ficou ligeiramente acima da média trimestral, de 6,17%, e o crescimento da inadimplência num contexto de redução do endividamento geral inspira cuidados, sendo mais relevante para a classe socioeconômica D/E, com 7,68%.
Infográfico: Endividamento do Consumidor de Fortaleza/Maio de 2010
Assessoria de Imprensa: AC Comunicação
Jornalista Responsável: Juliana de Fátima – (85) 3270.4267 / 8768.3416. Ana Caracas – 8703.3243. Carla Pinto – 8703.3244.
Fonte: Pesquisa direta do IPDC
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