O diretor Jurídico e de Relações Institucionais do Grupo Guabi fala da expansão da empresa no Nordeste, especialmente, nos estados do Ceará e de Pernambuco
O Grupo Guabi está presente no Ceará e em Pernambuco. Os estados são a porta de expansão da empresa no Nordeste. Segundo o diretor Jurídico, Valmir Caldana, no Ceará, o clima, a temperatura e a qualidade da água favorecem a criação de tilápias em viveiros, aumentando dessa forma produtividade dos peixes. Caldana diz ainda que a crise econômica não afetou os negócios do Grupo, pelo contrário, a empresa manteve a estimativa de crescimento para este ano, que fica em torno de 10%.
Invest Nordeste - O que é a Guabi?
Valmir Caldana - O Grupo Guabi, fundado em 10 de julho de 1974, comemorou 35 anos de existência. É a única empresa do ramo no Brasil a atuar em todo o segmento de nutrição animal, mantém em seu portfólio 430 produtos para cães, gatos, bovinos, equinos, frangos, suínos, peixes, camarão, avestruz, pássaros, coelhos, premixes, dentre outros. Nos últimos anos, as linhas de produtos que mais se destacaram foram a aquacultura (peixes e camarão), equinos, suplementos minerais e pets (cães e gatos). Exporta seus produtos para mais de 30 países, situados em quatro dos cinco continentes, sendo atualmente, a maior exportadora brasileira de ração para animais de estimação, pet food.
Como está a empresa em tamanho no Brasil?
A Guabi destacou-se como sendo a primeira no País na produção de ração extrusada para peixes e camarões. Foi também, a primeira empresa brasileira a produzir alimento Premium e Super Premium (conservados naturalmente) para cães e gatos. Primeira, ainda, a ter seus produtos certificados pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para serem exportados para a Comunidade Europeia. Inovou ao utilizar probióticos direto na ração para melhorar seu desempenho. Ao todo, o Grupo Guabi é composto de oito unidades fabris: Campinas (SP), Bastos (SP), produção da linha de alimentos enlatados para cães e gatos, Sales de Oliveira (SP), Pará de Minas (MG), Anápolis (GO) e Além Paraíba (MG); Goiana (PE) e São Gonçalo do Amarante (CE), destinado à aquacultura. Atualmente, o Grupo Guabi conta com 1,3 mil colaboradores. Seu nome foi escolhido em função de homenagear o Brasil, pois, em tupi-guarani significa: alimento.
Por que vocês decidiram vir para o Ceará?
Os estados do Nordeste têm apresentado crescimento econômico acima dos demais estados brasileiros, fator determinante para qualquer direcionamento de investimentos. O clima do Ceará, a temperatura e qualidade de suas águas favorecem a criação de tilápias em viveiros tanques-redes, o que resulta no aumento da produtividade desses peixes.
Vocês afirmaram que a previsão é triplicar volume da fábrica no Ceará logo no primeiro mês de funcionamento. Baseado em que a Guabi disse isso?
A Guabi pretende aumentar e diversificar a produção da fábrica de São Gonçalo do Amarante. O objetivo é triplicar esta capacidade, mas não no primeiro mês. As obras de ampliação desta unidade já foram iniciadas e a empresa está contratando mão de obra para um segundo turno.
Vocês estão investindo aqui no Estado no setor aquacultura. Há previsão de abertura de novas unidades no Ceará em outros setores, como ruminantes, aves etc?
No momento, nosso objetivo principal é investir em aquicultura, mas no futuro, a empresa pretende diversificar.
Por que o Grupo optou em adquirir a BRFish em vez de abrir uma fábrica própria? Isso tem relação com lucros ou altos custos de investimentos?
A opção em comprar uma fábrica existente está relacionada à necessidade de estar no mercado cearense o mais breve possível. É sabido, que a construção de uma fábrica, partindo do zero, demora no mínimo dois anos. Outro fator relevante está ligado ao fato de que a fábrica que o Grupo Guabi adquiriu da BRfish está em ótimas condições de operação, atendendo os procedimentos estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para Boas Práticas de Fabricação de alimentos para animais (BPF).
Vocês estão investindo no Ceará e em Pernambuco. Quantos exatamente vocês estão investindo nesses estados até o próximo ano?
O investimento para todo o Nordeste e Centro-Oeste do País está orçado em R$ 50 milhões.
A partir de 2010, a Bahia vai produzir cerca de 50 milhões de alevinos por ano. Há interesse em expandir para outros estados do Nordeste, como a Bahia, que é um grande produtor de alevinos? Se há esse interesse, a partir de quando acontecerão?
Atualmente, os investimentos do Grupo Guabi para o Nordeste estão concentrados nos estados do Ceará e Pernambuco. Portanto, a empresa pretende atingir o Estado da Bahia através das fábricas de Pernambuco.
Atualmente, qual o setor onde vocês mais atuam no Nordeste?
Nós atuamos na fabricação de ração para peixes, camarão, equinos, gado de leite, aves, caprinos, etc.
Que ações vocês promovem para driblar os concorrentes na região?
Atualmente, com o alto desenvolvimento tecnológico, a fabricação de ração animal é uniforme entre os concorrentes. O Grupo Guabi prima pela excelência na prestação de serviços aos seus clientes, dando a eles um tratamento diferenciado, através de sua equipe comercial e técnica, composta por médicos veterinários e zootecnistas.
Há indicação de que a crise não afetou os investimentos de vocês. De forma vocês aumentaram volume de faturamento e volume de investimentos mesmo com o mercado receoso a partir de setembro de 2008?
Existe uma indicação no mercado que o setor de alimentos humanos ou para animais são menos suscetíveis a crises financeiras, pois, todos os seres vivos precisam de nutrição para continuar sua existência. O Grupo Guabi fez previsões de crescimento, antes do início da crise financeira internacional por volta de 10% em 2009. Até outubro, notamos que o crescimento foi de 7%, portanto, a crise não nos afetou como afetou outros setores.
Quais as expectativas de investimentos para 2010 com relação ao Nordeste e ao restante do Brasil?
Dentro dos valores aqui comentados, esperamos continuar investindo, na ampliação e modernização tecnológica das fábricas existentes.
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