O vice-governador do Ceará fala ao InvestNordeste sobre a Icid 2010
Na pauta, a discussão sobre o manejo sustentável das regiões semiáridas e a preparação para a conferência. Mais de 60 países devem participar.
InvestNordeste - Em agosto, o Ceará sediará novamente a Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento das Regiões Semiáridas (Icid 2010). Qual a importância da realização de um evento deste porte para o Estado?
Francisco Pinheiro - Essa é segunda edição desta conferência internacional e queremos reunir mais de 60 países com regiões semiáridas. Este evento é um momento para que possamos trocar experiências e avaliar as políticas públicas implementadas desde o primeiro encontro. Este momento ira, efetivamente, contribuir para o debate da Rio + 20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente, que se realizará em 2012.
IN - Recentemente o senhor viajou para a Espanha para tratar de assuntos relacionados à Icid 2010. Quais as últimas novidades do evento?
Pinheiro - Esta viagem e outras ações fazem parte de uma estratégia de divulgação e articulação do Governo do Estado em busca de parcerias para a realização da Icid. Na Espanha, por exemplo, nos reunimos com o diretor de uma agência que organiza encontros com países de língua hispânicas, que compromete-se de realizara uma mesa redonda a fim de mobilizar a participação destes países na Conferência.
IN - Na avaliação do senhor, houve grandes resultados após a realização da primeira edição da Icid, em 1992?
Pinheiro - Sem dúvida. Houve uma série de políticas públicas implementadas nas regiões semiáridas, especialmente aqui no Nordeste. Um destaque importante é o Programa Áridas, de combate e convivência com a seca, representando um avanço importante na qualidade de vidas das pessoas que vivem nessas áreas. Podemos destacar ainda o Prodam, que é um programa hidroambiental, já implantado em algumas regiões do Ceará como no Vale do Cangati, em Canindé. Este programa, por exemplo, tem sido referência para outros países, como é o caso do México, que implementou programa similar.
IN - Qual a participação do Governo do Estado neste evento internacional?
Pinheiro - Esse evento é uma parceria do Governo do Estado e Governo Federal, por meio dos ministérios do Meio Ambiente, da Integração Nacional e de Tecnologia, e há ainda o aporte de recursos de instituições internacionais como Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento. Contudo, para o Governo do Estado é fundamental a organização de um evento que possa avançar não só o debate sobre a questão da desertificação, mas principalmente, auxiliar na implementação de novas políticas públicas.
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