Presidente da Unum fala de investimentos em Tecnologia da Informação, mão de obra e expansão da empresa
O Nordeste é um polo cada vez mais reconhecido em todo País pela atração de investimentos em diversas áreas. No entanto, empresas como a Unum, especializada em soluções de Tecnologia da Informação (TI), estão à procura de novos mercados pelo Brasil. A estratégia está nos planos do presidente Carlos Prado Filho. "Atualmente, temos clientes em vários estados e sendo nosso foco de atuação principal em São Paulo e Rio de Janeiro", disse em entrevista ao portal InvestNordeste, mas sem informar exatamente o valor desses investimentos, que, segundo ele, devem ser maiores, em relação aos já existentes, e a longo prazo. Prado também toca em um assunto bastante relevante para as empresas de TI: mão de obra qualificada. Para ele, é um desafio a ser superado. No Ceará, empresas de TI devem investir somente este ano cerca de R$ 300 milhões, valor médio de apenas 0,5% do PIB do Estado.
InvestNordeste - Qual a importância atualmente de uma empresa investir em Tecnologia da Informação (TI)?
Carlos Prado Filho (Caito) - Dependendo do seu negócio, fundamental! Existem negócios onde investir em TI ainda não é importante. Quando os primeiros bancos começaram a investir maciçamente em TI as pessoas não entendiam o motivo. O mesmo ocorre hoje em diversos ramos de atividades econômicas. A pergunta base é "Como TI pode criar um diferencial no meu negócio, em relação aos meus concorrentes?”. Somente quando o seu cliente perceber e valorizar esta diferença é que se deve investir em TI. Caso contrário, este investimento passa a ser custo, reduzindo a lucratividade do negócio!
IN - O gasto este ano das empresas cearenses em TI é de aproximadamente R$ 300 milhões. Esse número é alto? Comparando o Estado a outros do Nordeste, como estamos em investimentos em TI?
CP - Não conheço os números dos outros estados, mas podemos afirmar que os números do nosso estado são baixos se comparado com números nacionais. O investimento médio das empresas nacionais com TI, dependendo do setor, varia entre 3% a 6% da receita liquida. Fazendo um cálculo simples, se tomarmos como base a estimativa do Ipece, o PIB cearense deverá alcançar um valor de R$ 65,74 bilhões em 2010, teremos que a média de nosso estado é de aproximadamente apenas 0,5%!
IN - A Unum é uma empresa cearense. Vocês têm projetos de expandir a área de atuação da empresa para outros estados do País?
CP - Atualmente, temos clientes em vários estados e sendo nosso foco de atuação principal em São Paulo e Rio de Janeiro. Nestas capitais deveremos fazer um investimento maior ou longo neste ano.
IN - Para este ano, qual o volume de investimentos feito por vocês somente no primeiro semestre?
CP - Se contamos os investimentos com pesquisa e infraestrutura já foram gastos mais de R$ 1,1 milhão no primeiro semestre.
IN - Qual a margem de lucro este ano? Vocês esperam crescer? Que fatores primordiais são responsáveis por este cenário na empresa?
CP - Ano passado crescemos 69% e continuamos num ritmo forte de crescimento este ano com grandes negócios em SP e RJ. Este crescimento é impulsionado pela necessidade das empresas em investir em soluções diferenciadas de gestão empresarial que ajudem as empresas a continuar crescendo. Hoje, as empresas estão buscando soluções que ofereçam muito mais que o básico. A integração de todos os processos, atendendo as obrigações legais (NF-e, Sped Fiscal, Sped Contábil, etc) e melhorias de processos de negócios, utilizando o que existe de mais moderno em tecnologia, é fundamental.
IN - Qual o cenário do setor de TI no Ceará?
CP - O setor tem crescido muito. Hoje temos empresas sólidas atuando fortemente em outros estados e no exterior. Nosso maior problema é a falta de mão de obra qualificada.
IN - Sobre isso mesmo, mão de obra qualificada. Está difícil conseguir mão de obra preparada e capacitada para o setor no Estado?
CP - Isso sempre será um problema. A qualidade é a questão fundamental. O setor de TI precisa de pessoas com experiência. Algumas empresas conseguem desenvolver programas próprios para qualificar novos profissionais e, num curto espaço de tempo, produzir resultados. Outras, como a nossa, necessitam de mão de obra muito especializada. Encaramos isso como um bom desafio!
IN - Como vocês prestam serviços de TI às empresas, qual a maior necessidade delas? Qual o perfil da maioria dos clientes?
CP - Nossos clientes buscam soluções de gestão empresarial que ajudem no crescimento de seus negócios. Normalmente nos envolvemos com todas as áreas da empresa, melhorando processos e automatizando tudo que for possível. O resultado deste belo trabalho são soluções únicas criadas para cada cliente que estendem o funcionamento padrão do Unum ERP e ajudam nossos clientes a serem cada vez mais competitivos.
IN -A Unum tem muitos clientes em todo o Brasil. O que vocês atribuem essas conquistas?
CP - São vários os motivos que levam um cliente a optar por uma solução de gestão empresarial (ERP). Dentre estes vários motivos, podemos destacar dois: tecnologia de ponta e qualidade do serviço. A tecnologia é fundamental quando olhamos para o longo prazo. A decisão de investimento errada pode custar muito ao longo do tempo. A qualidade do serviço é fundamental para uma relação de longo prazo. Quando falamos de "qualidade" incluímos diversos fatores e, talvez, o maior deles seja a confiança. Em um relacionamento duradouro, a confiança é conquistada ao longo de tempo. O testemunho de cada cliente atual, é fundamental para o fechamento de novos negócios.
Veja também
Empresas investem em TI como diferencial de negócio
Contingente de trabalhadores recuou em sete dos quatorze locais pesquisados pelo IBGE
Saber encaixar os profissionais dentro da empresa é fundamental
Evento pretende realizar uma série de programações culturais e oficinas nas cidades de Guaramiranga e Pacoti
Faturamento do setor passou de R$ 56,3 bilhões, para R$ 62,99 bilhões ano passado
Custo nacional da construção por metro quadrado subiu para R$ 814,43 no primeiro mês do ano