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Sexta-feira, 18 de maio de 2012

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Luiz Hernani: Ampliação do Porto do Pecém vai custar mais de R$ 2 bi até 2016

Segunda, 09 de Janeiro de 2012 10:53
Diretor de Implantação e Expansão do Porto do Pecém fala sobre a ampliação e as perspectivas para o porto

Por Hugo Renan do Nascimento e Mikelane Alves

Com a criação do novo cais do Porto do Pecém, o Tmut (Terminal de Múltiplas Utilidades), a capacidade de carga do porto poderá ser até quintuplicada, terá condições de operar/ano em torno de 750 mil a 800 mil TEUs. As perspectivas para 2012 é a finalização da segunda fase de ampliação do porto, que já começa a atender os anseios oriundos da siderúrgica e da refinaria. Segundo o Diretor de Expansão do Porto do Pecém, Luiz Hernani, os recursos para a ampliação são provenientes do tesouro do estado e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ceará Estruturante – O senhor pode falar sobre a ampliação do Porto do Pecém até 2016?

Luiz Hernani – Nós pretendemos não só consolidar a posição do Porto do Pecém como líder no mercado nacional na exportação de pescados e frutas, como também configurá-lo com a vocação que ele hoje tem, ou seja, um porto concentrador de cargas. Com o novo cais do Tmut (Terminal de Múltiplas Utilidades), nós vamos ter capacidade de até quintuplicar a nossa capacidade de carga. Vamos ter condições de operar/ano em torno de 750 mil a 800 mil TEUs (unidade de medida equivalente do container). Essa é a primeira fase que já está finalizada, concluída e está em plena operação.

A segunda fase da ampliação já começa a atender os anseios oriundos da siderúrgica e da própria refinaria. Primeiro, nessa segunda fase os recursos serão destinados a execução de uma nova ponte, uma ponte de 1560 metros, com a plataforma de 32 metros. Por que essa plataforma é tão maior do que a nossa primeira ponte, mais do que o dobro? Porque sobre ela transitarão os veículos que transportarão as placas oriundas da siderúrgica, bem como toda tubovia da Petrobrás.

Serão empregados recursos para a execução de mais dois berços, na mesma linha contínua ao Tmut, para atender as demandas da siderúrgica no que concerne à exportação de placas. As projeções deverão ficar prontas no prazo de 30 meses, mas os esforços serão envidados no sentido de minimizar esse prazo em função de uma tecnologia, que hoje está um pouco dominada.

E por fim nós teríamos a última fase, que seria a execução do terceiro berço, ou seja, para atender a demanda da siderúrgica em sua plena carga, a execução de mais um novo quebra-mar, de aproximadamente de 2800 metros, que fornecerá abrigo para a execução de mais 5 berços, para atender todas as demandas da refinaria, bem como de mais 2 berços que irão atender as demandas da Transnordestina. A projeção do Porto do Pecém, até o ano 2016, se encerraria com a execução dos berços da Petrobrás, para atender as demandas da refinaria e com os berços da Transnordestina.

CE – Qual a perspectiva de movimentação após as ampliações do porto?

LH - Nós temos uma matriz de carga. Essa matriz, não só consolida a movimentação das cargas gerais do Porto do Pecém, mas também as projeções futuras em função das diversas reuniões efetuadas com a siderúrgica e com a Petrobrás, bem como também as demandas oriundas da própria Transnordestina. Já implantamos a primeira correia transportadora onde toda movimentação de carvão mineral, para atender as demandas nessa fase em que a termoelétrica está em andamento, ou seja, é uma correia transportadora, onde o governo do Ceará investiu recursos para implantar um trama de 6 km e ela permitirá a movimentação de até 2800 toneladas/hora, é uma correia que é totalmente ecologicamente correto, porque é uma correia do tipo ciclo fechado, é um tubo que não troca fragmentos ou qualquer tipo de poluentes com o meio ambiente e na mesma linha também já está implantado e funcionando um descarregador de carvão, também atendendo as exigências referente a meio ambiente, uma vez que esse descarregador também trabalha no sentido de fluxo fechado, ou seja, ele não troca partículas com o meio ambiente. Tanto a correia transportadora como esse descarregador já estão instalados, mas até o ano de 2016 serão instalados mais uma correia para movimentação de carvão, duas correias para movimentação de minério de ferro, bem como mais um descarregador de carvão e dois descarregadores para minério e ferro. Também serão instalados alguns três berços para atender a siderúrgica e seis carregadores de placas.

Confira a entrevista completa no Ceará Estruturante

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