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Quinta-feira, 11 de março de 2010

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Plano Real completa 15 anos de circulação

Quarta, 01 de Julho de 2009 15:08
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Em análise feita pelo IBGE, o Brasil apresentou, ainda, queda na informalidade desde implementação do Plano Real

real12O controle da inflação e a melhora da qualidade do emprego, registrados a partir da implementação do Plano Real, em 1994, acabaram afetando o rendimento do cidadão brasileiro de maneira positiva, diz análise feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, Cimar Azeredo, lembrou que no primeiro ano do plano 29,7% das pessoas trabalhavam com carteira assinada e esse número chegava a 35,7% em 2007, quando foi divulgada a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad).

“Então, você tem uma melhora na qualidade do emprego, ou seja, mais pessoas trabalhando com carteira, uma redução considerável no percentual de pessoas voltadas para a informalidade”. Em 1995, cerca de 22,5% da população trabalhavam por conta própria. Em 2007, esse número caiu para 20%.

Azeredo reiterou que, desde o seu lançamento, o Plano Real teve uma mudança direta no processo de melhora da qualidade do emprego e também de desconcentração do rendimento. Em consequência, o índice de Gini (que mede o grau de distribuição da renda) vem apresentando queda no País, embora ainda não na proporção desejada.

Segundo Azeredo, o Brasil apresenta uma concentração de renda ainda “muito perversa”. “A concentração de renda é uma mazela na história do País”. Ele enfatizou, porém, a necessidade de se reconhecer que, desde o lançamento do real, tem havido desconcentração da renda, com aumento da qualidade no emprego e redução da informalidade.

Apesar da retração no mercado de trabalho, Azeredo afirmou que os reflexos do Plano Real ao longo do tempo têm sido positivos, “em função de ele ter movimentado a economia de forma positiva. Não estamos imunes à crise, mas, pelo menos, não estamos sentindo fortemente os efeitos dela, por enquanto”.

Na análise por região, se observa que a renda do trabalhador permanece baixa no Nordeste, o que pode ser explicado com a própria estrutura do mercado de trabalho na região, disse o gerente da PME. Segundo ele, há predominância do comércio e a informalidade é elevada.

Azeredo afirmou que no Nordeste, todo o arranjo estrutural tem que ser modificado, para não afetar o rendimento. “A própria escolaridade, o perfil do mercado de trabalho dão essa configuração, diferente das outras regiões”.

Destacou, também, que os programas sociais do Governo Federal, como o Bolsa Família, têm contribuído para aumentar a renda do trabalhador brasileiro, principalmente, das classes mais carentes.

Fonte: Agência Brasil


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