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Sexta-feira, 18 de maio de 2012

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Construção civil no Ceará esbarra no problema da mão de obra

Quarta, 11 de Janeiro de 2012 17:38
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Estado emprega mais de 55 mil trabalhadores formalmente. Déficit de mão de obra no setor é semelhante à quantidade empregada


fortaleza_2O Ceará emprega formalmente na construção civil 56,2 mil pessoas, de acordo com dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Ceará (Sinduscon). Para Marcos Novaes, presidente da Cooperativa da Construção Civil do Ceará (Coopercon), o déficit de mão de obra é semelhante à quantidade de empregos formais. A grande preocupação do segmento é com a qualificação e capacitação dos trabalhadores. "A construção civil artesanal é inviável. O correto é a pré-industrialização", diz Novaes.


Para resolver o problema, o Sinduscon mantém a Uniconstruir, uma universidade corporativa que atende desde de 2010 mais de dois mil profissionais da área. Além da Uniconstruir, há outros projetos, como o Programa de Capacitação Profissional, Programa Mulheres da Construção, Projeto de Certificação, Oficinas nos canteiros de obras, feirões de empregos e parcerias com a Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). "Nós estamos investindo pesado na capacitação da mão de obra", afirma o presidente do Sinduscon.


Apesar da demanda por mão de obra qualificada, o setor comemora os resultados de 2011. O presidente do Sinduscon, Roberto Sérgio Ferreira, apresentou nesta quarta-feira (11), em Fortaleza (CE), o balanço do ano e as perspectivas para 2012. A preocupação do sindicato neste ano é com a demora na liberação pela Aeronáutica para as construções, girando em torno de seis meses. O Sinduscon já fez diversas reuniões com a cúpula da Aeronáutica, mas não obteve nenhuma posição até o momento. "A gente quer que a apreciação (da obra) seja feita de maneira rápida", complementa Ferreira.


Resultados
Segundo resultados do Sinduscon, há 530 associados e 659 canteiros de obras até 2011. Foram feitas no perído 6.015 vendas, 5.798 lançamentos e 4.787 ofertas. Em 2009, foram apenas 2.558 vendas, 1.926 lançamentos e 3.320 ofertas. O crescimento da demanda e a oferta de crédito imobiliário foram os propulsores para o setor. Roberto Ferreira afirma que este ano o crédito imobiliário não deverá avançar, ficando nos 5% do Produto Interno Bruto (PIB), como em 2011.


No ano passado, foram contratadas 13.474 unidades habitacionais no Ceará a partir do Programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal. A expectativa para este ano é a contratação de mais de 25 mil unidades, segundo dados do Sinduscon.





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