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Cenário da indústria segue ruim e com tendência de queda, diz CNI

Sexta, 22 de Junho de 2012 11:39
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Número de empregados na indústria caiu pelo segundo mês consecutivo em maio

 

 

industriaSegundo a Sondagem Industrial de maio, divulgada nesta sexta-feira, 22.06, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o cenário econômico na indústria brasileira continua ruim e com tendência de queda. O nível de utilização da capacidade instalada (UCI) está reduzido, situando-se em 73%, abaixo do usual para os meses de maio, os estoques continuam elevados e acima do desejado e o emprego começou a cair.

 

"Mesmo com um pequeno crescimento na atividade, concentrado na indústria extrativa e nas grandes empresas, a utilização da capacidade instalada está baixa e os estoques estão aumentando", resumiu o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. Segundo ele, os ajustes das empresas vão continuar nos próximos meses. "A redução no ritmo de produção não está sendo suficiente para compensar a queda no ritmo de vendas", explicou.

 

A produção industrial em maio teve desempenho de 51,6 pontos. Pela metodologia da pesquisa, os resultados variam de zero a 100 e valores acima de 50 pontos indicam aumento da atividade, do emprego, acúmulo de estoques indesejados e UCI acima do usual. O indicador de 51,6 pontos foi puxado pelo setor extrativo, que registrou 54,4 pontos e compensou a estagnação da indústria de transformação, cujo índice foi de 50,4 pontos. Dos 28 setores da indústria de transformação, 15 registraram queda na produção em maio comparativamente a abril.

 

O número de empregados na indústria caiu pelo segundo mês consecutivo, com 48,7 pontos em maio. "Isso preocupa, porque na medida em que o emprego industrial recua, há uma sinalização ruim para o resto da economia e a confiança baixa", assinalou Renato da Fonseca.

 

A UCI ficou em 73%, um pouco acima da de abril (71%), mas no mesmo patamar de maio do ano passado. Quando olhada em relação ao usual para o mês, está abaixo do padrão. O resultado foi de 44 pontos em maio, ou seja, distante da linha neutra de 50 pontos.

 

Os estoques de produtos industriais voltaram a subir em maio, com 51,8 pontos, permanecendo acima do planejado pelos industriais. O indicador de evolução que mede o estoque efetivo/planejado ficou em 53,1 pontos, mostrando que há mais produtos estocados nas fábricas do que gostariam os empresários.  

 

Há também otimismo em relação ao aumento das exportações, com 55,3 pontos. "A expectativa melhorou por conta da desvalorização do real, mas é preciso lembrar que os principais mercados compradores de produtos brasileiros passam por dificuldades, como a União Europeia, os Estados Unidos e a Argentina", assinalou o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI. As expectativas para os próximos seis meses sobre compras de matérias-primas e sobre o número de empregados também estão em alta, com 58,9 pontos e 52,1 pontos, respectivamente. A pesquisa Sondagem Industrial foi realizada com 2.010 empresas entre os dias 1º e 18 últimos, das quais 699 de pequeno porte, 790 médias e 521 grandes.

 

 

 

 

Apesar do cenário ruim, o empresário da indústria continua com expectativas elevadas. Para os próximos seis meses, eles esperam um aumento da demanda por produtos industrializados. O indicador ficou em 59,1 pontos.

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