Taxas de juros do Proatur-Copa variam de acordo com a localização e o porte das empresas interessadas
As agências do Banco do Nordeste (BNB) já estão aptas a atender empresários da cadeia produtiva do turismo interessados na linha de crédito chamada Proatur-Copa, lançada no início do mês em Fortaleza (CE). Os recursos do novo produto são oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e da própria instituição, no valor total de R$ 523,6 milhões.
“Os interessados podem se dirigir a qualquer agência do banco, a partir de agora. Nossa ação é pró-ativa, pois são necessários procedimentos e apresentação de projeto ou plano de negócios para aprovação do crédito e isso leva tempo”, afirma Lauro Ramos, gerente da área de micro e pequenas empresas do BNB.
A linha de crédito financia projetos de construção, ampliação, reforma e benfeitorias das instalações dos estabelecimentos; a aquisição de veículos automotores; compra, conversão, modernização, reforma ou reparação de embarcações; máquinas e equipamentos, móveis e utensílios; capacitação de mão de obra; aquisição de meios de hospedagem (construídos ou em construção); capital de giro, entre outros.
Juros
As taxas de juros do Proatur-Copa variam de acordo com a localização e o porte das empresas interessadas, que podem pertencer aos diversos segmentos do setor do turismo, tais como transportes, alimentação, hospedagem, entretenimento, etc.
Para as microempresas (com faturamento até R$ 240 mil/ano) localizadas no semiárido, a taxa de juros do Proatur-Copa do BNB é de 5,06% a.a., e para aquelas fora da região, de 5,74% a.a. No caso das empresas de pequeno porte (com faturamento entre R$ 240 mil a R$ 2,4 milhões/ano), as taxas são de: 6,19% a.a. (semiárido); e 7,02% a.a. (fora do semiárido). "Não há, no Brasil, financiamento com taxa de juros melhor do que a do Proatur-Copa”, ressaltou o ministro do turismo Luiz Barretto durante lançamento da linha de crédito.
Empresas de médio porte (com faturamento entre R$ 2,4 milhões e R$ 35 milhões/ano) contam com taxas de 7,13% a.a. e 8,08% a.a. E as empresas de grande porte (com faturamento acima de R$ 35 milhões/ano), as taxas são de 7,50% a.a. e 8,50% a.a. Vale ressaltar que já estão incluídos nessas taxas os bônus de adimplência (para bons pagadores), que também são diferenciados: para empreendimentos do semi-árido (25%); e fora do semi-árido (15%).
Os prazos vão até 20 anos. No caso do setor de hospedagem, há o prazo de carência de até cinco anos. “Os prazos variam de acordo com a capacidade de pagamento do empreendimento”, explica o gerente do BNB. Restaurantes e hotéis possuem ciclos operacionais diferentes, segundo ele. “O objetivo é acomodar cada segmento de turismo, conforme suas características”, acrescenta.
Para valores superiores a R$ 200 mil, as empresas contam com o Sistema de Elaboração e Apresentação de Projetos do BNB, que facilita a apresentação do pleito do financiamento ao banco. Mais informações no site: www.bnb.gov.br
Fonte: Agência Sebrae de Notícias
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