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Sexta-feira, 18 de maio de 2012

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Conversa com a presidenta: Dengue, Campanha do Desarmamento e Ensino Técnico

Por Redação
Terça, 01 de Novembro de 2011 10:00
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Coluna semanal da presidenta Dilma Rousseff

 

Carine Bastos de Andrade, 54 anos, aposentada de Maringá (PR) - Minha pergunta é sobre a dengue, uma doença que me preocupa porque já sofri com ela. O governo está preocupado com isso?
Presidenta Dilma: O combate à dengue é uma preocupação constante do meu governo e nossa ação para isso é permanente, Carine. O clima tropical na maior parte do Brasil favorece a proliferação do mosquito Aedes Aegypti. Por isso, realizamos sempre, de forma intensa, o controle dos focos pelas equipes de vigilância sanitária. Em 2011 já houve redução de 40% no número de casos graves da doença, comparando com o mesmo período do ano passado. Mas é preciso atuar o tempo todo e essa é uma batalha que só podemos vencer com o comprometimento de prefeituras, estados, governo federal e cada cidadão. No próximo verão, época em que o mosquito mais se reproduz, vamos ampliar em até 20% os recursos destinados aos municípios que se comprometam a aperfeiçoar as medidas de prevenção e controle da doença. Em seu estado, o Paraná, 72 municípios receberão esse apoio financeiro. A população deve contribuir, monitorando suas casas e locais de trabalho, para evitar o acúmulo de água parada em locais propícios à reprodução do mosquito, como vasos, latas, garrafas, baldes e caixas d’água destampadas, por exemplo. Por isso, Carine, é muito importante que as pessoas estejam atentas como você.

 

João José Crispim, 58 anos, aposentado de Salvador (BA) - A senhora acha que a campanha do desarmamento está funcionando? As pessoas estão entregando suas armas?
 Presidenta Dilma: Está funcionando sim, João José. As campanhas fazem parte da nossa política de segurança pública e contribuem para a conscientização progressiva da população. Desde 2004, elas já retiraram de circulação mais de 570 mil armas e outras 500 mil foram regularizadas. Este ano, a campanha Tire uma arma do futuro do Brasil já recolheu mais de 28 mil armas. São 20 vezes mais que o total recolhido entre janeiro e abril, antes da campanha começar. Os índices de violência diminuem durante as campanhas. Várias ações adotadas neste ano surgiram do diálogo frequente com a sociedade e os Estados, como a inutilização da arma no momento em que ela é entregue e o anonimato para quem a entregar. Um dia útil após a entrega, o valor da indenização fica disponível e pode ser sacado em até 30 dias. Ampliamos os postos de coleta de armas. Além da Polícia Federal, estão participando as polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal, Guardas Municipais, Corpo de Bombeiros e até organizações da sociedade civil e igrejas cadastradas. Haverá a destruição de armas que estão em fóruns e tribunais de todo o país e que não fazem mais parte de processo penal ou de investigação. Reduzir o número de armas significa diminuir o risco de violência e de tragédias. Nós podemos e devemos construir a cultura da paz. Assim, é importante que as pessoas continuem procurando os postos de recolhimento em suas cidades.

 

Ernando Santos Duque, 25 anos de Governador Valadares (MG) – Por que não existe mais no Brasil o ensino médio unificado com algum curso técnico profissionalizante, como antigamente?
Presidenta Dilma: Você tem razão, Ernando. A valorização do ensino técnico profissionalizante é fundamental para que sejam abertas oportunidades para os jovens e trabalhadores brasileiros. Foi por isso que criamos o Pronatec - Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, cuja lei eu sancionei na semana passada, e que vai oferecer oito milhões de vagas em cursos de formação técnica e profissional. Deste total, 2 milhões e 400 mil vagas serão para cursos técnicos, voltados para estudantes do Ensino Médio das escolas públicas e para jovens e trabalhadores que queiram adquirir este tipo de formação. Para oferecer estas vagas, vamos construir mais 208 escolas técnicas federais até 2014. Vamos financiar a construção de 176 escolas técnicas estaduais e a modernização de outras 543 unidades. Isentamos de impostos os investimentos das empresas no ensino profissionalizante. Criamos o Fies do ensino técnico, que é o financiamento dos cursos para quem for estudar em escolas privadas de educação profissional cadastradas pelo Ministério da Educação. O Pronatec, Ernando, vai realizar esse desejo que você manifesta em sua pergunta e também os sonhos de milhares de jovens, trabalhadores e famílias do nosso país.

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