Foi posta na mesa de negociação uma regra básica da reestruturação econômica das nações
“Se começa, um dia acaba...”*
O fim de 2011 marca, literalmente, uma virada. Mudanças nos costumes e quebra de um paradigma vigente desde a Segunda Guerra Mundial são a tônica dos novos tempos... Logo ali; na Europa. O marco desta nova postura é a união fiscal fechada entre os líderes europeus, no último dia 9. Como era esperado, sob a perspectiva das históricas divergências do Velho Mundo, nem todos concordaram – 23 dos 27 estados-membros da União Europeia confirmaram a participação no acordo. A ausência mais sentida (e também a menos surpreendente) foi a do Reino Unido – que já havia dito ‘não’ homérico à adoção do euro como moeda única europeia. A Hungria também negou. Suécia e República Tcheca vão consultar seus parlamentos antes de tomar uma decisão.
Foi posta na mesa de negociação uma regra básica da reestruturação econômica das nações. Qualquer uma delas. O compromisso de manter seus orçamentos em equilíbrio.
Na prática ou em números, como preferem os economistas, isso quer dizer que os países que aderiram ao tratado não vão poder ter déficit estrutural de mais de 0,5% dos seus PIBs (Produto Interno Bruto). Para vigiar o desempenho dos signatários, haverá uma instituição supranacional. É o Tribunal Europeu de Justiça, ao qual será dada autoridade para julgar se um país pôs em prática uma lei adequada para atingir o objetivo comum. Além das ‘cercas’, os europeus também decidiram acelerar a implementação do Mecanismo Europeu de Estabilidade e a adicionar US$ 270 bilhões às reservas do FMI – que provavelmente serão destinados à compra de títulos dos países em situação ruim.
Em tempo: o acordo também prevê sanções automáticas ao Estado-membro que registrar déficit orçamentário superior a 3% do PIB. O leitor-internauta mais atento já deve ter dito: “Mas essa união fiscal é uma espécie de Lei de Responsabilidade Fiscal, com base em limite orçamentário”. Bingo! A receita adotada pela Europa é bem parecida com a que o Brasil vem aplicando desde 2000, após a sanção da LRF pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Nada mais simples do que o estabelecimento de tetos para as várias rubricas de gastos públicos. Ok. Que cada estado-membro faça a sua lei de acordo com suas conveniências. Contanto que não ultrapassem o limite de déficit, está tudo certo.
Caso alguém tenha esquecido, a fórmula quase mágica foi tirada dos manuais para salvar o Brasil da falência. Exatamente como acontece agora, na Eurolândia (referência moderninha à Zona do Euro, que reúne 17 países no uso da moeda comum), o nosso país quebrou duas vezes: em 1998 (com a crise russa, que sucedeu no espaço de um ano apenas a crise asiática) e em 2002. Na primeira, não havia blindagem para impedir que os movimentos da Perestroika (que levou a União Soviética do comunismo e sua planificação ao mercado) atingissem nossa vulnerável economia. Na segunda, o piti do mercado financeiro causado pela iminente vitória de Lula nas eleições presidenciais quebrou o País. Vejam vocês, queridos leitores-internautas. Tanto barulho por nada, como diria Shakespeare.
*Frase retirada da música “Fátima”, de Renato Russo
Eurolândia Federativa
Tem muito de política na resolução da crise europeia. É... Assim como tudo é economia, tudo também é política. Ou as duas juntas. O grave problema econômico que a Europa enfrenta hoje tem sérias implicações, caso não seja resolvido a tempo. Muitos analistas já fazem previsões sinistras para uma União Europeia desintegrada. Projetam terreno fértil para endurecimentos isolados, mas espalhados. Em bom português, o fracasso da União Europeia, puxado pela crise econômica, criaria as condições favoráveis para o surgimento de ditaduras.
>>Isso mesmo, queridos leitores-internautas. Ou vocês ainda não notaram a curva acentuada à direita que já acontece por lá? A Espanha substituiu trabalhistas por conservadores recentemente. A Grã-Bretanha também. Na França, disputará a eleição Marina Le Pen, filha do ultradireitista Jean-Marie Le Pen. A moça enfrentará o enfraquecido centro-direitista, Nicolas Sarkozy, e o socialista pouco expressivo, François Hollande. A história mostra que, sempre que a economia vai mal, a Europa ‘endireita’. O nazismo teve seu caldo de cultura justamente entre as duas guerras e logo depois da crise de 1929. Com o fascismo foi a mesma coisa.
>>A solução pode estar na federação, a mais democrática das estruturas de governo. A Europa precisa encontrar uma base consistente de entendimento, fortalecer o bloco econômico que criou, valorizar sua moeda e, mais do que tudo isso, construir um diálogo político por meio do qual seus estados-membros consigam encontrar as saídas para os gargalos da assimetria. Ou seja, o Velho Continente precisa mesmo é virar a Eurolândia Federativa.
ECONOMIA REAL
Por falar nisso...
Um dos modelos mais bem-sucedidos de pacto federativo é o FPE (Fundo de Participação dos Estados). Trata-se do repasse pela União aos estados brasileiros de parte da arrecadação de impostos do País. É uma forma de garantir o investimento nos estados, principalmente naquilo que se relaciona ao desenvolvimento social. O X da questão é que, depois dos recordes sucessivos de arrecadação do governo federal, os estados estão querendo aumentar o tamanho desses repasses. Em reunião do Confaz (conselho que reúne dos secretários de Fazenda estaduais), os estados sugeriram ao governo federal, em alto e bom som, que abra mão de parte do que arrecada para engordar o novo FPE.
>> A proposta seria uma forma de evitar o impasse na negociação entre os estados, depois que decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) invalidou a atual repartição do FPE e deu prazo para que o Congresso estabeleça uma nova divisão até o fim de 2012, sob pena de suspensão dos repasses a partir de 2013. Neste ano até novembro, o fundo distribuiu R$ 43 bilhões para os estados brasileiros.
Controle é bom e a gente gosta
A Vivo continua firme na sua estratégia de conquista de clientes. De olho nas necessidades dos usuários de telefonia móvel, está lançando sistema de gestão de contas e serviços no próprio aparelho. Trata-se do “Meu Vivo” para celular. A versão web do serviço já utilizada por mais de 1,5 milhão de clientes por mês pelo site da Vivo, virou um aplicativo móvel. O serviço permite ao usuário gerenciar sua fatura, verificar saldo e recargas, consultar tráfego de dados, ativar promoções e administrar serviços contratados.
>> Prestem atenção que a navegação no aplicativo não consome tráfego do pacote de dados. Em outras palavras, a navegação é gratuita. Além disso, ele pode ser baixado em celulares com o sistema operacional Android. Segundo a operadora, a Vivo é a primeira do mercado nacional a oferecer o aplicativo.
Parece a ONU
Não é porque é Natal, mas a coluna vai abrir espaço para falar de um projeto solidário. Duas empresas do mercado imobiliário local, a C.Rolim Engenharia e a César Rêgo Imóveis, estão à frente do Ser do Bem. O projeto é, em síntese, um conjunto de ações focadas no bem-estar das pessoas, a partir do desenvolvimento humano por meio de atividades de responsabilidade social, saúde e proteção ambiental. O projeto promove oportunidades para mudança de atitudes em relação à qualidade de vida e o zelo com mundo.
>> Parece os objetivos do milênio da ONU, mas é uma ação local. Funciona mais ou menos assim: colaboradores da C.Rolim Engenharia e da César Rêgo Imóveis, familiares, clientes e comunidade estarão envolvidos em um conjunto integrado de ações que visam transformar uma parcela da realidade cotidiana com medidas concretas para melhoria de vida pessoal ou mesmo de toda uma sociedade. O objetivo é permitir que os participantes do Projeto Ser do Bem possam ser agentes de mudança de hábitos. Influenciando seu círculo social a interagir e despertar uma cultura de promoção da felicidade.
Ser do Bem é assim
O projeto começou em novembro deste ano, com o 1º Passeio Ciclístico, realizado na Avenida Beira-Mar. Participaram os funcionários das duas empresas, que pedalaram 12 quilômetros pela orla de Fortaleza. Outra intervenção foi a semana de atividades do Projeto Ser do Bem, com serviços de avaliação nutricional e física, medição de glicemia e pressão arterial, aulão de ginástica, alongamento e testes de estresse e memória. Ação ecológica especial encerrou as atividades com distribuição de mudas de árvores, vasinhos de flores para as crianças, panfletos com dicas de saúde e alimentação, água mineral e saquinho de lixo para o carro.
PENSAMENTO ECONÔMICO
Brasileiro vai comprar o iPhone 4S por R$ 3 mil, em 32 vezes, pra entrar no ônibus e tuitar "ônibus lotado ninguém merece" #Amém.
Pensamento Econômico de hoje foi extraído do Twitter. Mais precisamente do perfil @FilhoDoOCriador . Conceituação perfeita sobre a democratização do consumo, pela via da expansão do crédito, que possibilitou o avanço da Classe C, no Brasil. Nenhum manual de Economia seria tão preciso.
Avaliação está no Comunicado 148 sobre efeitos assimétricos da política monetária
Objetivo é dar continuidade ao processo de formação das escolas conveniadas
Iniciativa tem como objetivo promover a integração de fornecedores de produtos e serviços com os profissionais da área tecnológica
Expectativa é que sejam gerados cerca de R$ 80 milhões em negócios
As frequências adicionais começarão a operar no dia 1º de junho e os bilhetes já estão à venda no site da GOL