InvestNE - "O seu portal de investimento e informações do nordeste".

Pesquisar

Pesquisar


Tamanho da Fonte

Sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Hotnews

< Playback Play >

CENÁRIO: Tem uma Telebrás no alto da colina

Por Ana Cristina Cavalcante
Segunda, 08 de Março de 2010 08:58
Imprimir PDF E-mail

Governo quer incluir a Telebrás no Plano Nacional de Banda Larga

 

Eis uma questão essencial da economia brasileira: o tamanho do Estado. Nas últimas semanas, o tema veio novamente à tona com a força do discurso presidencial. Talvez com algum atraso, se a referência forem as projeções das alas mais à direita da política nacional. O presidente eleito por um partido de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva, só acenou com a possibilidade de reestatização ou ressuscitação de estatais neste seu segundo mandato. A primeira vez nem é tão recente. Foi durante a crise financeira internacional, quando a Vale anunciou demissão em massa e o chefe da Nação usou suas prerrogativas e “pediu” para que a empresa revisse sua postura capitalista e voltasse atrás. Agindo assim, a Vale escapou do risco de voltar a ser Vale do Rio Doce, com todas as consequências que essa troca representa.


Agora é diferente. O alvo é a Telebrás, que o Governo quer incluir no Plano Nacional de Banda Larga – o PNBL. Para quem não lembra, a empresa era a operadora da telefonia brasileira desde os anos do milagre econômico (mais precisamente 1972) até a privatização, em 1998. Com a chegada das telefônicas privadas ao País, a Telebrás ficou em stand by apenas para servir de fórum para resolver os problemas posteriores ao processo de venda. Nesse meio tempo, envolveu-se numa operação com a falida Eletronet, empresa especializada em transmissão de dados – leia-se implantação de cabos de telefonia e internet. Não foi surpresa para ninguém que essas negociações acabassem rendendo denúncias de vazamento de informações privilegiadas, neste período pré-eleitoral.


O ponto central desta discussão, porém, apenas passa por Telebrás ou Vale. Até porque a reestatização de qualquer empresa privatizada é polêmica demais para ser tratada numa época de sucessão presidencial. E ressuscitar uma estrutura pode , quem sabe, ter suas vantagens. Está noutro aspecto que, não por acaso, é macroeconômico: a vantagem ou o custo de ter um Estado ainda maior. O debate divide a opinião dos economistas. Para alguns, o Governo deve mesmo ter participação efetiva em setores estratégicos. Não há dúvida de que essa denominação cabe como uma luva quando se fala em telecomunicações e, especialmente, banda larga. Na outra ponta da corda, há os que destacam que as reestatizações ou ressuscitações são um caminho muito rápido para aumentar o déficit público brasileiro.


O novo momento vivido pela economia nacional eleva a importância desta discussão. Não se trata de ideologia. O Brasil vem-se tornando mais robusto a cada dia, graças aos seus fundamentos. Um deles é uma dívida pública sob controle. Por outro lado, a conjuntura revela uma luz amarela sobre outro desses fundamentos: os investimentos governamentais, embora crescentes, ainda não estão num patamar ideal. Em síntese, é indiscutível a importância da universalização da banda larga para o desenvolvimento do País. Assim como também é fundamental manter o equilíbrio das contas brasileiras.


A resposta para mais este dilema econômico não é fácil de encontrar. Mas, a julgar pela fala do presidente da República, a decisão de ressuscitar a Telebrás está tomada. Partindo dessa premissa, resta torcer para que os donos das chaves do cofre da União sejam exímios gestores financeiros. Só para garantir que gastos extraordinários não causem rachaduras nos, hoje, sólidos pilares da economia verde-amarela. E, com a permissão do filósofo, a Coluna deseja que a “pedra” Telebrás não seja aquela que é infinitamente levada até o topo com o único propósito de ser rolada colina abaixo*.


* Referência da Coluna ao Mito de Sísifo, de Albert Camus.


ECONOMIA REAL


Carrefour no mercado regional
jean-marc_pueyo_-_diretor-superintendente_carrefour_brasil_divulgaoNa semana que passou, o Carrefour foi notícia das páginas econômicas locais com o seu Atacadão bem em frente ao Aeroporto Internacional Pinto Martins e a incursão pela internet. Mas, a propósito da expansão, a Coluna foi saber do diretor-superintendente do grupo francês no Brasil, Jean-Marc Pueyo (foto), como avalia as possibilidades regionais.  Para responder, Pueyo apresentou números interessantes: as operações do Carrefour no Norte e Nordeste do País já representam mais de 17% das vendas da rede no Brasil. Há quatro anos, o faturamento dessas regiões representava menos de 7% do total.


>> Os dados ainda revelam que, só em 2009, foram criados mais de 2 mil postos de trabalhos na região. Segundo o CEO do Carrefour, a perspectiva para este ano é de crescimento mantido e a meta é atingir 16 mil colaboradores diretos e indiretos.  "Acreditamos no potencial da região, onde já atuamos há mais de uma década. E seguiremos atentos às boas oportunidades de expansão, para atender cada vez melhor aos consumidores", arrematou Jean-Marc Pueyo.


Por falar nisso...
O Nordeste também deve ter colaborado para que o Grupo Pão de Açúcar, outro gigante do mercado nacional, fechasse 2009 com faturamento bruto de R$ 26,2 bilhões e lucro líquido de R$ 591,6 milhões. Todas as metas definidas pelo Grupo para o ano passado foram superadas, com destaque para as vendas brutas de R$ 23,3 bilhões, que tiveram crescimento real de 4,5%. Como os números quase nunca mentem, dá para afirmar que, no Brasil, o setor de supermercados vai muito bem, obrigado!


Inovação é coisa de DNA
A receptividade dos consumidores ao apartamento flex, da construtora Porto Freire, tem sido “simplesmente fantástica”! A definição é do presidente da empresa, Jorge Freire, em entrevista à Coluna. O entusiasmo do criador com sua criatura não para por aí. “Quem vê se apaixona imediatamente pelo conceito. Foi o maior sucesso de vendas da Porto Freire em seus 25 anos de mercado”, comemora. A novidade da empresa consiste em plantas flexíveis com paredes que se deslocam e mudam o apartamento de acordo com a conveniência e necessidade dos seus donos.


>> O sucesso é resultado de uma filosofia da Porto Freira: a inovação. E esse elemento está presente desde a concepção de cada novo empreendimento. Outro fator importante do êxito da empresa são os preços. Segundo seu presidente, a Porto Freire é agressiva na política de preços. “O mesmo ocorre com os prazos. Essa preocupação também está no DNA de nossa empresa. Sempre fomos reconhecidos por nossa capacidade de negociação, devido às escalas envolvidas no nosso negócio e por nossa expertise em trabalhar a preço de custo. Sempre somos a melhor alternativa em preço para os clientes”, ratifica. À provocação da Coluna sobre novas boas ideias para os futuros lançamentos, Jorge Freire mantém o suspense: “Temos novas ideias, sim. Mas isso é um capítulo à parte. Estamos nesse momento identificando novas demandas para, muito em breve, lançarmos algo ainda mais inovador e encantador que nosso conceito Flex”.

 

Em sintonia com os administradores
reginaldo_oliveiraA busca pela sintonia fina com os temas econômicos é o objetivo do presidente do Conselho de Administração do Ceará (CRA-CE), Reginaldo Oliveira (foto). A meta  o levou a fechar parceria com o portal InvestNordeste, especializado em jornalismo econômico com foco na região Nordeste. Pelo acordo, o profissional registrado no Conselho terá acesso gratuito e ilimitado ao conteúdo do portal. “Assim como o CRA-CE está comprometido com o desenvolvimento e com os negócios do Ceará, o portal InvestNordeste trata de assuntos da nossa região, o que é inovador. Esta parceria, com certeza, vai colaborar com o dia a dia dos profissionais, que terão uma boa fonte de notícias na internet”, destaca Reginaldo Oliveira.


>>Só lembrando: além de informações de alto valor agregado, o InvestNordeste torna disponível ao leitor-internauta uma biblioteca virtual com mais de 50 publicações de interesse do Nordeste. O download é gratuito e para acessá-lo basta fazer o cadastro, aqui mesmo, no portal. “É missão dos conselhos de classe oferecer condições para que os profissionais registrados aprimorem seus conhecimentos. Acreditamos que o portal fará parte da rotina dos administradores, que tomam decisões tendo em vista o cenário econômico, acima de tudo”, diz Reginaldo.


Tudo é economia
Nossos hermanos mais queridos – os argentinos, claro! Ou alguém achou que eram os venezuelanos?! – estão questionando uma vez mais a toda poderosa Grã-Bretanha. O pivô da crise não poderia ser outro senão as Ilhas Malvinas – ou Falklands, como gostam de chamar os britânicos. O conflito tem 77 anos e, vira e mexe, ganha contornos mais dramáticos – como a guerra dos anos 1980, perdida pela Argentina.  Nas últimas semanas, a questão voltou à tona com um argumento imbatível: a riqueza das nações, como diria Adam Smith.


>> Vejam só, queridos leitores-internautas, se a Coluna não tem razão para afirmar que tudo é economia! A disputa retomou sua potência com a descoberta de petróleo no arquipélago. O anúncio da exploração pelos ingleses está fazendo a nação sul-americana voltar a reivindicar as ilhas como parte de seu território. E, do ponto de vista geográfico, são mesmo! O problema é que o staff da Terra da Rainha instalou-se por lá no século 19, do mesmo jeito que fez com todas as suas colônias. Não quer mais sair e vai além: fala em soberania britânica na América do Sul. Ninguém mencionou uma nova guerra, mas o primeiro-ministro Gordon Brown deixou claro que seu governo está disposto a defender a permanência nas Malvinas. Se já era assim antes, imagine agora, que tem petróleo por lá...


Pensamento Econômico


"As mulheres que procuram ter os mesmos direitos dos homens têm falta de ambição."


>> Singela homenagem da Coluna ao Dia Internacional da Mulher, comemorado neste 8 de março. E antes que a filosofia de internet proposta pelo Pensamento Econômico seja taxada de politicamente incorreta, a Cenário lembra que incorreta é a desvantagem que as mulheres ainda precisam enfrentar no mercado de trabalho – seja ganhando menos, seja perdendo as seleções para candidatos homens ou tendo que enfrentar jornada tripla. Ainda falta muito para as mulheres terem, de fato, razões para comemorar a sua data. Mas, não tem problema... Enquanto esperamos, vamos lutando por muito mais direitos do que esses que os homens têm. Afinal, ambição não nos falta.

Adicionar comentário

Seu apelido/nome:
seu email:
Seu estado: Seu website:
Assunto:
Comentário:

Notícias em Destaque

Últimas Notícias

Prefeitura abre inscrições para cursos profissionalizantes

Inscrições vão até 24 de fevereiro e os interessados devem procurar o Cras

Leonardo Diniz assume o cargo de CEO da Rossi

Profissional possui mais de 20 anos de experiência no mercado imobiliário

Azul Linhas Aéreas bate nova marca

Meta histórica da companhia é de 15 milhões de clientes transportados

Dilma diz que anistia a PMs criará "país sem regras"

Presidenta respeita as reivindicações da corporação, mas não concoda anistiar policiais que cometeram crimes

Oboé terá assembleia para decidir futuro dos fundos

As carteiras devem permanecer fechadas para aplicações e resgates

Vídeo


Rua Dr. José Lourenço, 870 - Salas 505 a 508 - Edifício Consorte
Aldeota - Fortaleza/CE
CEP: 60.115-280
Fone ( 85) 3088.5504 / Fax ( 85) 3133.7751
comercial@investne.com.br
luizcarlos@investne.com.br

Fim da Página