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Sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

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CENÁRIO: São Tomé, acorda que a Copa acabou!

Por Ana Cristina Cavalcante
Terça, 06 de Julho de 2010 19:27
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Enquanto Seleção jogava na Copa, Ceará perdia o estaleiro, refinaria sofria novo adiamento e PPP do Castelão emperrada por entraves

 

 

A Copa da África do Sul acabou sem deixar nenhuma boa lembrança para os cearenses, assim como para todos os brasileiros. E o encalhe dos produtos verde-amarelos é o menor problema que o ambiente econômico do Estado precisa superar nesse período de ressaca pós-derrota. Enquanto a Seleção entrava e saía de campo, muita água rolou por debaixo da ponte. 


O Ceará perdeu o estaleiro da Promar que, não por acaso, foi para Pernambuco; a refinaria Premium prevista para o Pecém sofreu novo adiamento – para 2017, desta vez; e a Parceria Público Privada que construirá o novo Castelão, para a Copa de 2014, está emperrada por entraves na licitação e  muita pressão política. Isso sem mencionar que a ZPE continua no papel; a siderúrgica não avança e metrô, no Ceará, só mesmo os trens do Cariri.


À primeira vista, pode parecer Lei de Murphy. Afinal, se existe a possibilidade de alguma coisa dar errado, é bem provável que todas as coisas dêem errado. Mas não é bem assim, caros leitores-internautas. Não se trata de azar, fatalidade ou algo do gênero. Outra velha lei explica a desventura cearense: para cada ação, há uma reação em contrário. Ou melhor, para cada vez que o Estado desdenha de um projeto, ele segue para outro local que não tem nada contra o desenvolvimento.


Esta habilidade em perder empreendimentos é reflexo de uma espécie de acomodação. Perdemos o estaleiro, a refinaria não vem tão cedo, Fortaleza pode ficar fora da Copa aqui do Brasil... E nós? Dizemos o quê? Nada! Não cobramos das autoridades, não nos indignamos, sequer lamentamos. É um conformismo generalizado difícil de compreender.


A Coluna insiste: se não houver uma mudança radical de atitude, vamos continuar vendo nossos vizinhos avançando, enquanto nós apenas marcamos passo.  Essa transformação inclui um comportamento político diferente do que temos assistido ao longo dos anos, tanto das elites quanto da própria população. Não dá para apostar todas as fichas em São Tomé, o guardião dos projetos emperrados do Ceará. Durante a Copa da África, ele tirou umas férias. Vocês viram o estrago...


A  gente já sabia...
A bíblia do jornalismo econômico mundial, a revista britânica The Economist, confirma o que a Coluna já havia dito: a agenda econômica é determinante na definição das eleições brasileiras. De acordo com a análise da publicação, o sucesso do presidente Lula, seus índices de popularidade e o poder que teria de transferir votos para sua candidata Dilma Rousseff, são resultado do crescimento estável registrado pelo País e da redução dos níveis de pobreza – obtida por meio dos programas de transferência de renda como o  Bolsa Família.


>> Em meio aos vários elogios da Economist ao desempenho do governo brasileiro, porém, um conselho: o Brasil precisa dar o segundo passo. Recorrendo à mesma palavra usada pelos autores do artigo, avançar em busca do “progresso”. É que depois da estabilidade, alcançada e consolidada por dois mandatos de FHC e mais dois de Lula, é preciso ir em busca do que todos queremos muito: desenvolvimento econômico e social sustentável.


CAIXA PRETA


O Cenário que abre esta Coluna faz referência à Lei de Murphy. Muito se fala sobre ela, mas poucos sabem exatamente o que ela é. Pensando em esclarecer de vez o mito, a Caixa Preta, responde: afinal de contas, o que é Lei de Murphy?


>> A Lei de Murphy pode ser traduzida pelo dito popular “Se uma coisa pode dar errado, com certeza, dará”. Muito próximo do cúmulo do pessimismo, a lei é, na verdade, resultado de um teste de tolerância à gravidade por seres humanos, feito pelo engenheiro aeroespacial norte-americano Edward Murphy.  Rezam os relatos que, no momento em que os resultados seriam apresentados, os sensores que deveriam registrá-lo falharam. Como reação a isso, o engenheiro disse: "Se este cara tem algum modo de cometer um erro, ele o fará" — em referência ao assistente que havia instalado os sensores. Daí surgiu a máxima: "Se existe mais de uma maneira de uma tarefa ser executada e alguma dessas maneiras resultar num desastre, certamente será a maneira escolhida por alguém para executá-la".


ECONOMIA REAL


Certificado internacional
A Usix Technology, uma das líderes em TI para seguros da América Latina com DNA genuinamente cearense, comemora o aval internacional recebido da Sociedade Brasileira de Coaching and Behavioral Coaching Institute, organismo que é referência internacional no assunto. Com a certificação em coaching – treinamento de executivos – a Usix planeja intensificar a formação de suas lideranças através deste processo, aplicando a mesma metodologia utilizada por corporações gigantes em seus segmentos como a Walt Disney World, Toyota, Sony, General  Eletric, Pfizer e The Bank of New York. “É mais um passo em nosso crescimento e para nos tornarmos a maior empresa de soluções em TI para seguros da América Latina”, afirma Kleisom Sabino, Diretor ADM-Financeiro e de RH da Usix. A USIX obteve um crescimento de 105% em 2009, comparado a 2008. A projeção de expansão para 2010 é de 95%.


Aviso aos consumidores
A Anace (Associação Nacional dos Consumidores de Energia) participa do Fórum Cenários para Renovação das Concessões Elétricas Brasileiras, dia 19 julho, no hotel Golden Tulip Paulista Plaza, em São Paulo. O encontro é promovido pela Viex Americas e contará com as presenças de grandes nomes do setor e especialistas que discutirão alternativas para o atual modelo de concessão do ponto de vista econômico, jurídico e político. O presidente da Anace, Carlos Faria, participará da sessão de abertura Avaliação das duas possibilidades para as concessões elétricas brasileiras: Prorrogação da concessão ou nova licitação dos empreendimentos, ao lado de outros representantes do setor.


TUDO É ECONOMIAmanifesto_feminista

 

Um grupo de feministas queimou dinheiro – literalmente – na cidade sueca de Visby. Era um protesto veemente e justo contra a diferença entre os salários pagos para homens e mulheres. Foram torrados R$ 23 mil que, convenhamos, para os padrões da coroa sueca (moeda do país escandinavo) nem é tanto dinheiro assim. Na foto da APF, a líder do partido sueco Iniciativa Feminista, Gudrun Schyman, aparece fazendo a fogueirinha com as notas que somavam 100 mil coroas, valor correspondente ao que as mulheres ganham a menos que homens por minuto.


 

 

 

 

 

PENSAMENTO ECONÔMICO


“Nos opomos à Lei de Murphy porque:

1) Estamos preparados para agir no caso de acontecer algo inesperado.

2) Depois de anos estudando e aprendendo, somos capazes de controlar qualquer situação de perigo.

3) Sabemos que devemos prevenir para não ter que remediar.

4) Estamos preparados para corrigir qualquer falha nossa.”


>> Manifesto contra a Lei de Murphy publicado no site espanhol Contra Murphy (http://www.contramurphy.com/).

 

 

 

Comentários (1)

Não é só na Copa
1 Qui, 08 de Julho de 2010 10:45
Herbênya Alves
Pior é que isso não acontece só em época de Copa. É só mesmo o tempo de o brasileiro se distrair um pouco, por exemplo, que tudo aumenta de preço. Carnaval é a prova disso!

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