InvestNE - "O seu portal de investimento e informações do nordeste".

Pesquisar

Pesquisar


Tamanho da Fonte

Sábado, 04 de fevereiro de 2012

Hotnews

< Playback Play >

CENÁRIO: O salto e o gargalo do Nordeste

Por Ana Cristina Cavalcante
Segunda, 08 de Fevereiro de 2010 08:47
Imprimir PDF E-mail

Nordeste tem um mercado consumidor potente e talentos econômicos 

 

 

anacristina1A Região Nordeste está avançando e pretende caminhar ainda mais rápido na direção do crescimento econômico. Tem um mercado consumidor potente, talentos econômicos específicos, muitas demandas reprimidas, mais dinheiro circulando para atendê-las e um celeiro de oportunidades de investimento. Com 28% da população brasileira, são 54 milhões de pessoas aptas a ir às compras e prontas para manter a escrita de crescer mais que o País – correndo, assim, para tirar a imensa diferença que persiste entre esse pedaço do Brasil e suas demais regiões.


Para entender o cenário é importante perceber que a virada do Nordeste não ocorreu como resultado de um processo, com fases ou planejamento. É conjuntural e se dá em salto, surfando a onda desenvolvimentista adotada nos últimos anos no Brasil e prestigiada por várias economias, depois da crise internacional iniciada em setembro de 2008. Enquanto caminha com suas próprias pernas, a região absorve ao máximo os efeitos da transferência de renda e do investimento público (leiam-se, respectivamente, Bolsa Família e PAC). Mesmo assim, ainda responde por apenas 14% do PIB nacional.


A razão do descompasso está, em grande parte, na infraestrtura – ou falta dela. Aí residem alguns gargalos relevantes da economia nordestina. Um dos mais significativos deles é a logística. Um emblema disso aconteceu na última semana. A safra recorde de 65,1 milhões de toneladas de soja do Maranhão não pôde ser escoada por falta de estrutura do porto de Itaqui – cuja modernização só deve ficar pronta em 2012. Mas o problema não é exclusividade maranhense.  A ineficiência ocorre em níveis e motivações diferentes, é bom que se diga, em praticamente todos os portos da região.


O exemplo que a Coluna apresenta nesta segunda-feira serve para ilustrar o que se pode chamar de espontaneidade do crescimento regional. Aos fatores intrínsecos do seu avanço (demandas a serem atendidas, mercado interno forte e vocações econômicas diversificadas), somem-se a transferência de renda, o dinheiro do PAC e, infelizmente, a ausência de um plano de desenvolvimento regional. A assimetria entre o Nordeste e o resto do País precisa ser eliminada. E, caros leitores-internautas, isso não se dá apenas com o esforço unilateral da região ao aproveitar as circunstâncias. O Brasil continua devendo políticas públicas que comecem, com atraso secular, a reduzir a desigualdade regional. Ao Nordeste cabe cobrá-las. Diariamente.


A SEMANA

O monstro soluçou

A semana começa sob o impacto da alta nos preços de janeiro. O avanço de 0,75% do IPCA (índice de Preços ao Consumidor Amplo), no mês passado, puxou para 4,59% a variação positiva dos últimos 12 meses e assustou o consumidor brasileiro – escaldado com o dragão inflacionário. Mas antes de sucumbir ao medo, vale uma reflexão. Em janeiro, essa pressão sobre os preços já é tradicional. São muitos gastos com data de vencimento no primeiro mês do ano – impostos, despesas com material escolar, contas de Natal etc. É o efeito sazonal, como gostam de classificar os economistas.


Aliados a estas características, aparecem outros fatores que não estavam previstos. Entre eles, as chuvas nas regiões Sudeste e Sul (que elevam o custo dos alimentos ao prejudicar as safras), o calor absurdo que faz este ano em todo o País (responsável pelos recordes de consumo de energia elétrica) e, por fim, a disparada no preço do álcool (motivado pela sedução da cotação  mais alta do açúcar no mercado internacional e pela entressafra da cana).


No que compete ao Governo Federal, o Comitê de Política Monetária (Copom) já sinalizou estar atento aos movimentos inflacionários ao manter a taxa Selic (dos juros básicos brasileiros) em 8,75%. Se precisar, na reunião de março, o Copom eleva os juros como forma de conter os ímpetos do dragão. Portanto, pelo menos à primeira vista, a inflação não está fugindo ao controle. E, embora pese no bolso neste comecinho de ano, é só mais um soluço do monstro que  parece não ter recuperado o status de “indestrutível”.


Depois do dragão, o leão

Já está liberado o segundo lote de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física que caíram na malha fina de 2008 e 2009. A relação dos beneficiados está disponível na página da Receita na internet (www.receita.fazenda.gov.br). Outra opção é consultar pelo telefone 146. O dinheiro chega aos bancos assim que acabar o Carnaval, no dia 17 de fevereiro. Segundo dados da Receita Federal, serão creditadas restituições de 2009 para 71.421 contribuintes, com o valor corrigido em 7,44%. No lote de 2008, 14.447 contribuintes terão crédito com correção de 19,51%.


ECONOMIA REAL 

angel_landabasoO que a Europa quer

Os países europeus que compõem a União Europeia estão muito interessados no Nordeste brasileiro. Na mira dos investidores do Velho Mundo, estão a indústria naval, as energias limpas (eólica, solar, biodiesel e biomassa), o mercado imobiliário e a inovação industrial. Neste novo cenário, quando vão avaliar as possibilidades nacionais, os tomadores de decisão europeus colocam o Brasil num patamar diferente dos demais países da América Latina. E olham o país como um todo e não apenas o eixo Sul-Sudeste – e o pré-sal. “O Nordeste apresenta muitas possibilidades para os investidores europeus”, confirma o conselheiro de Ciência e Tecnologia da Comissão Europeia para a América Latina, Angel Landabaso.


Em entrevista exclusiva à Coluna, em Brasília, Landabaso expõe o novo cenário no qual o Brasil é disputado tanto pela União Europeia como por gigantes como a China. “Hoje, o seu país está noutro patamar, diferente dos outros da região – onde os investimentos europeus são ‘generosos’. O Brasil passou a ser um parceiro no crescimento global”, define Landabaso. Sobre a concorrência com a China, o conselheiro da UE responde à provocação da Coluna: “O que a China tem que pode vencer os europeus? Dinheiro”.


Meio circulante

novas_cedulasO Banco Central apresentou as novas cédulas de real à população brasileira. São notas de melhor qualidade e com mais dispositivos de segurança. Da família antiga foram mantidas as cores e os animais. Mudaram os tamanhos: quanto menor o valor, menor o tamanho – a exemplo do que acontece com o euro.  Mas não é preciso correr para trocar o dinheiro velho pelo novo. A nova série entrará em circulação gradualmente até 2012, e as notas em circulação continuam valendo até a substituição integral.


 

 

 

Tudo é economia

charge_revolucaoDa série Tudo é Economia, a Coluna lembra o aniversário da Revolução de 1848, agora em fevereiro. A série de movimentos teve como cenários vários países da Europa e ficou conhecida como a Primavera dos Povos. O eixo central dos protestos foi a polarização entre a burguesia e o proletariado. Nessa época também foi lançado um dos mais importantes tratados econômicos da história, o Manifesto Comunista de Karl Marx e Friedrich Engels. A saber: a insatisfação eclodiu depois de políticas fracassadas que resultaram em crises econômicas em várias nações do Velho Mundo.


 

 

 

 

PALAVRA DO INTERNAUTA

Eis a questão

O leitor-internauta da Cenário, João Vitor, de Pernambuco, quer saber qual é a fonte de valorização do açúcar. Ele pergunta: “A fonte é industrial ou especulativa?”. Propõe, ainda, a seguinte discussão: “Controlar o mercado ou incentivar o livre mercado – eis a questão”. Os questionamentos de João Vitor vieram em função da nota “Álcool ou açúcar: eis a questão”, publicada na Coluna de segunda-feira passada.


Bom, João Vitor, a valorização do açúcar como commodity é resultado não de um fator isolado. Depende de condições de safra, custos de produção, precificação, entre outros. Mas um deles prepondera, sim. Trata-se da primeira de todas as leis do mercado – a oferta x procura. O açúcar é uma mercadoria muito procurada por vários países que não o produzem. Por isso, seu preço aumenta no mercado internacional. No caso do açúcar, a valorização se dá muito em função da menor oferta frente à demanda crescente. E, se é assim, não se pode negar que essa circunstância acaba favorecendo a ação especulativa própria do mercado de derivativos.


Com o álcool não é tão diferente. O processo de beneficiamento – desde a plantação, subsídios ou políticas de incentivo à produção, colheita, fabricação – é bastante importante na formação do preço. Mas a oferta x procura também pesa.  Um exemplo? Na entressafra, o álcool combustível fica muito mais caro porque há menos matéria-prima disponível para a indústria processar.


Quanto ao controle de mercado, álcool e açúcar fazem caminhos diversos. O primeiro sofre alteração de preço no mercado interno e os combustíveis, nas refinarias, têm preço administrado – lembrando que, nas bombas, o preço é livre. Mas como commodity, o açúcar não pode sofrer nenhum tipo de controle por ser negociado no mercado internacional, nas bolsas de mercadorias e futuros.


PENSAMENTO ECONÔMICO


“O diabo é que a nossa inflação não é de demanda ou de custo. É inflação de chuchu mesmo."


> Pensamento do engenheiro civil, especialista em Economia, estudioso da Matemática Pura, ex-ministro da Fazenda, na Ditadura Militar, e seguidor do economista liberal Roberto Campos, Mario Henrique Simonsen. A declaração data dos anos da hiperinflação (segunda metade da década de 1980), mas vem bem a calhar com a alta nos preços dos hortifrutigranjeiros atingidos pelas chuvas de janeiro.

Adicionar comentário

Seu apelido/nome:
seu email:
Seu estado: Seu website:
Assunto:
Comentário:

Notícias em Destaque

Últimas Notícias

Del Paseo anuncia novos espaços

Grupo C. Rolim assumiu a nova administração e está realizando as atividades

Famílias cadastradas no Bolsa Família precisam atualizar dados

No Ceará, 49.363 estão com os benefícios bloqueados

Innovation Panel apresenta oportunidade para empreendedores do Nordeste

Evento acontece no Rio de Janeiro e as inscrições vão até 18 de fevereiro

O tempo é o senhor das finanças

Poupar cedo facilita formação de patrimônio e enriquecimento

Vídeo


Rua Dr. José Lourenço, 870 - Salas 505 a 508 - Edifício Consorte
Aldeota - Fortaleza/CE
CEP: 60.115-280
Fone ( 85) 3088.5504 / Fax ( 85) 3133.7751
comercial@investne.com.br
luizcarlos@investne.com.br

Fim da Página