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Sexta-feira, 18 de maio de 2012

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CENÁRIO: Brasil experimenta o menor patamar de desigualdade social dos últimos 50 anos

Por Ana Cristina Cavalcante
Qui, 05 de Maio de 2011 09:29
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Era sonho?!

 

 

Estudo da FGV atesta que pobreza encolheu 16% desde o Plano Real


“Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Até quando esperar?”


* Trecho de “Até quando esperar”, da Plebe Rude


concentracao_de__renda_portal_pbagoraO Brasil experimenta, hoje, o menor patamar de desigualdade social dos últimos 50 anos. Desde 1960, no distante século 20, o índice de Gini (aquele que mede a distância entre ricos e pobres) não era tão bom. Chegou a 0,5304. Ok, leitor-internauta, guarde esse número depois de soltar um emocionado “U-Hu!”. Afinal, a notícia é mesmo motivo para soquinhos comemorativos no ar.. As coisas estão melhorando desde que os governos brasileiros domaram a inflação, fortaleceram a nossa moeda e consolidaram a estabilidade para, finalmente, darem o segundo passo: fazer o desenvolvimento socioeconômico começar a acontecer. Por favor, guarde também essa expressão “começar a acontecer”.


A constatação de que a vida melhorou para a querida brasileira e o querido brasileiro é da Fundação Getulio Vargas (FGV). A instituição preparou o estudo Desigualdade e Renda na Década, no qual atesta que a pobreza encolheu 16% desde a implantação do Plano Real. Mas o número mais revelador é o que mostra a relação entre o avanço da renda de ricos e pobres. Entre os 10% mais pobres a renda subiu 68%. No topo da pirâmide, a expansão é menor: pouco mais de 10% de alta para os 10% mais ricos.


O panorama nacional tão difícil das últimas décadas vem mudando pela ação, na sociedade, de duas importantes políticas públicas: a transferência de renda e investimentos em educação, que elevaram o índice de escolaridade do brasileiro. Com isso, os recursos econômicos da metade mais pobre da população aumentaram 5,5 vezes mais rápido do que a riqueza da  parcela mais abastada da sociedade.


Lembra daquele número que pedi para guardar no começo deste comentário? É 0,5304. Pelos padrões internacionais estabelecidos pelo Índice de Gini, que vai de  0 a 1, quanto mais alto este número maior será a concentração de renda, pior a distribuição de riqueza e mais abissal a distância entre ricos e pobres. O desempenho espetacular alcançado pelo País ainda é muito pouco diante do necessário. Não vai além de mais um passo (importante, lógico) a caminho de uma sociedade justa. E sabe aquela expressão “começar a acontecer”? Então, caro leitor-internauta, é exatamente isso. Apenas o começo. Ainda há muito por fazer e muito a avançar. Por enquanto, valem os “U-Hu!”, soquinhos no ar e a certeza de que querer um país mais igual – e para todos – não era sonho!


Não disse?!
O caro leitor-internauta da Coluna não deve ter perdido o sono com a ameaça de inflação  desde nosso último encontro, aqui no InvestNordeste... E fez muito bem. Como nós esperávamos, os principais indicadores da variação de preços do País já apontam para a desaceleração no ritmo da alta que vinha apresentando desde o começo do ano. Quarta-feira (4), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o seu Índice de Preços ao Produtor. O IPP de março avançou mais devagar que o de fevereiro: 0,39% do primeiro, contra 0,60% do segundo. O indicador mede o “preço na porta da fábrica” de alimentos, combustíveis e demais bens manufaturados. É a tal da indústria de transformação na sua expressão mais pura – ou seja, sem custos de logística (frete e distribuição, por exemplo) e impostos.


Isso quer dizer que a variação para cima dos preços está mais lenta. Ou perdendo força. O processo é nítido nos alimentos e nos serviços (os grandes vilões destes primeiros meses de 2011). E não para por aí. No caso do etanol, a safra de cana-de-açúcar começa a abastecer, de novo, a linha de produção do combustível. Por tabela, os preços administrados vão seguir o mesmo comportamento. A cotação das commodities – rubrica influenciada pelo mercado externo – segue tendência de arrefecimento. Mas, claro, sempre sujeita aos raios e às trovoadas mundo afora.


>> Como tudo tem três lados, o certo é que os deslocamentos para cima ou para baixo dos preços também dependem muito de cada um de nós. Não nos esqueçamos do conselho da última Cenário: ao mesmo tempo em que sabemos que ver inflação em tudo é olhar pelo retrovisor, não esqueçamos do nosso papel importante na estabilidade dos preços. Então, a lição é manter a regrinha de só comprar o que de fato precisamos e, em caso de aumentos exorbitantes, a saída é fazer substituições inteligentes. Simples assim.


ECONOMIA REAL


Pontualidade nordestina
O nordestino é o consumidor mais pontual do País no pagamento de suas dívidas. Cada vez mais atento ao controle de suas finanças pessoais, não tem atrasado a quitação dos compromissos do seu orçamento doméstico.  E mais: consegue isso sem mexer em suas aplicações. Ele é quem menos tirou dinheiro da poupança – só 2% recorreram aos cofrinhos. Os dados são da pesquisa O Observador Brasil 2011. Segundo os dados levantados, a parcela de consumidores do Nordeste a atrasar suas contas foi de irrisório 1%.


>> Já na região Sudeste, o índice foi bem maior (5%). No Sul e no Norte/Centro-Oeste, o percentual foi de 4%. O atraso no pagamento de alguma conta de água, luz ou telefone  também foi menor no Nordeste: 1% apenas, contra 4% no Sul e no Sudeste e 2% no Norte e Centro-Oeste.


Mommy’s Day!
dia_das_maesSe o escolher o presente para o Dia das Mães está difícil, aqui vai uma sugestão nada despretensiosa da Vivo. O filhinho que conseguir levar o número da mamãe para a operadora vai ganhar um aparelho. São as possibilidades da portabilidade e a sedução dos Smartphones... O presente ainda conta com plano habilitado com direito a 50MB de internet e 1.060 minutos para falar, por R$ 32,50 nos três primeiros meses. Para os clientes do tipo pré-pago, a promoção é no atacado: dois aparelhos ao custo de R$ 99,90. Além dessas opções, a operadora ainda oferece a promoção “Recarregue e Ganhe”, na qual o cliente ao recarregar R$ 12,00 ganha R$ 300,00 em bônus para falar por apenas R$0,03, o minuto, com outro celular Vivo ou fixo em ligações locais.


TUDO É ECONOMIA
pedro_earp_2Se tudo nesta vida é economia, então cerveja também é. Certo? Certíssimo. Pensando assim a Ambev faz, agora em maio, o lançamento nacional de Skol 360. Trata-se, segundo a multinacional, da principal aposta e investimento nos últimos anos. Isso porque a nova Skol não estufa no estômago! Isso mesmo, leitor-internauta apreciador do líquido de cevada. A bebida não dá aquela de inchaço, em especial quando associada a ingestão de comida. A novidade foi desenvolvida após três anos de pesquisas. Para ser produzida, a Skol 360 passa por um ciclo rápido de baixa fermentação, o que serviu de inspiração para o nome do produto. A fermentação é determinante para definir as características e sabor das cervejas e o processo diferenciado de Skol 360 possibilita atingir esse estágio sem, digamos, efeitos colaterais .


>> Para desenvolver a nova bebida, a equipe de mestres-cervejeiros da Ambev, liderada por Luciano Horn, trabalhou em conjunto com equipes da AB-Inbev instaladas em diferentes partes do mundo. Depois de mais de 30 protótipos desenvolvidos, testes laboratoriais e estudos quantitativos e qualitativos com consumidores, foi possível chegar ao produto final. A saber: mais de quatro mil consumidores disseram em pesquisa que queriam um líquido que não produzisse a desagradável sensação de estufamento. “A comprovação desta necessidade, aliada ao fato de que Pilsen é o tipo de cerveja mais consumida no Brasil e no mundo, resultou no lançamento da Skol 360, maior investimento da companhia nos últimos anos”, completa Pedro de Sá Earp (foto), diretor de Marketing de Skol. Só lembrando: o Brasil está entre os países que mais consomem a bebida, atrás apenas da China e Estados Unidos.

 


PENSAMENTO ECONÔMICO


“É como se os pobres estivessem num país que cresce como a China, enquanto os mais ricos estão em um país relativamente estagnado."


>> Metáfora do economista Marcelo Neri, pesquisador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas e responsável pelo estudo Desigualdade e Renda na Década, sobre a ainda insuficiente redução da distância entre ricos e pobres no Brasil.

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