InvestNE - "O seu portal de investimento e informações do nordeste".

Pesquisar

Pesquisar


Tamanho da Fonte

Sexta-feira, 18 de maio de 2012

Hotnews

< Playback Play >

CENÁRIO: À vista ou a prazo?

Por Ana Cristina Cavalcante
Qui, 19 de Maio de 2011 09:31
Imprimir PDF E-mail

"Crédito é a ponte entre milhões de brasileiros beneficiados pelos programas de transferência de renda e as prateleiras do varejo"

 

 

mulher_no_carrinhoO cenário econômico desta segunda década do século leva a marca indelével do consumo. Cada vez que um habitante do mundo globalizado vai às compras, o mercado dá mais um passo para deixar pra trás, de vez, a crise que começou em setembro de 2008, perpassou 2009 e afetou alguns humores no ano passado.  Para viabilizar a liturgia não tão sagrada assim de comprar, o cidadão e a cidadã recorreram (e recorrem) à ferramenta do crédito. No Brasil, especialmente, consumir agora e pagar depois tem sido a fórmula mágica para manter o ritmo acelerado da economia – impedindo que o País sucumba aos perigos da recessão.


O crédito é a ponte entre milhões de brasileiros beneficiados pelos programas de transferência de renda – o Bolsa Família é o mais importante deles –  e as prateleiras do varejo. A expansão da classe C, aquela que consume mas nem sempre pode pagar in cash, deu potência ao mercado interno a ponto de torná-lo blindado aos movimentos do ambiente econômico mundial. Quando o consumo está aquecido, a indústria ganha força e, por sua vez, a classe formada pelos trabalhadores desse parque fabril torna-se mais apta ao consumo. O querido leitor-internauta já sabe que economia é assim mesmo: um círculo. Às vezes virtuoso; às vezes vicioso.


Ninguém tem dúvida sobre o bem proporcionado pelo acesso a crediário, empréstimos e financiamentos. Havia uma demanda reprimida resultante de duas décadas inteiras de poder aquisitivo imprensado por uma moeda fraca e mercado de trabalho restrito. É verdade, sim, que a via do consumo é a saída mais fácil, mais rápida e mais arriscada. Isso mesmo, caro leitor-internauta, nem tudo é festa na economia que compra para manter-se aquecida.


Há efeitos colaterais neste modelo de crescimento. Três deles mais importantes que os demais: economia operando a plena capacidade (ou seja, sem margem para ampliar a produção para reabastecer o comércio); risco de bolha no crédito e consequente quebra do sistema bancário (exatamente como aconteceu nos Estados Unidos, na crise das hipotecas); e poupança interna cada vez menor, o que limita drasticamente a capacidade de investimento do País como um todo.


Três lados
Como tudo tem três lados, é possível argumentar que o Brasil ainda vivencia condições favoráveis para evitar que estes três aspectos representem retrocesso na situação privilegiada de hoje. Uma rápida olhada nas vitrines do varejo indica que não sofremos desabastecimento (o que elevaria imediatamente a inflação). Nosso sistema bancário é um dos mais seguros do mundo (efeito da ação do Proer, assunto para uma próxima Coluna). E, por fim, o governo brasileiro vem injetando recursos na economia – em uma palavra, investindo – por meio das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A perspectiva também é afetada positivamente pelos grandes eventos que acontecerão aqui – Copa de 2014 e Olimpíadas do Rio, em 2016.


>> No entando, diante do cenário deste primeiro semestre de 2011, qualquer observador atento dos movimentos econômicos dirá sem medo: “Canja de galinha e cautela não fazem mal a ninguém”. Assim, se quiser ou precisar ir às compras no carnê, tiver que recorrer a um empréstimo ou for adquirir um imóvel ou carro novo financiados faça as seguintes pergunta a si mesmo: “Isso cabe no meu orçamento agora? Caberá  daqui a dois anos?”. Se a resposta for sim aí, caro leitor-internauta, é só correr pro abraço.  No final das contas, a decisão entre comprar à vista ou a prazo é impessoal e intransferível. E pertence ao bolso de cada um de nós.


ECONOMIA REAL


Por falar nisso...
morro_santa_martaO jornal britânico Financial Times dedicou boa parte de seu nobre espaço editorial à análise da situação econômica brasileira. Entre muitas conclusões sobre a expansão do crédito no País, destacou o risco de uma bolha causada pela valorização acelerada dos imóveis em favelas brasileiras. O jornal, considerado a bíblia do jornalismo econômico mundial, citou o exemplo das casas do Morro Santa Marta, no Rio de Janeiro. Segundo a reportagem, casas são vendidas a R$ 50 mil hoje, contra os R$ 20 mil de dois anos atrás. Os britânicos do FT talvez não tenham levado em conta que, além da pacificação de algumas comunidades cariocas, a vista da Cidade Maravilhosa continua a agregar valor aos imóveis construídos lá em cima... Nos morros do Rio.

 


 

Aviso aos navegantes
Se você investe em ações da Petrobras, pode comemorar. O Barclays Capital, importante instituição de rating e investimento com base na Inglaterra, elevou a classificação dos papéis da petrolífera brasileira de equalweight (o que significa neutro) para overweigh (com potencial acima da média do mercado). O preço-alvo para as ações da companhia negociadas nos Estados Unidos é de US$ 53. Outra brasileira, a OGX Petróleo, também conseguiu a mesma classificação. O preço-alvo da ação da companhia do bilionário Eike Batista é de US$ 23,00.


Há vagas especiais
Na linha do politicamente correto e seguindo à risca a legislação brasileira, o Grupo Pão de Açúcar abriu processo de contratação de 100 profissionais com deficiência para atuar nas lojas das bandeiras Pão de Açúcar e Extra de Fortaleza. As vagas são para os cargos de empacotador, açougueiro, padeiro, peixeiro, confeiteiro e operador de supermercado. A seleção acontece entre os dias 23 de maio e 13 de junho. A exigência é ter ensino fundamental completo. A empresa informa que a seleção será realizada em três etapas: verificação e recolhimento de laudo médico, dinâmica com consultoria e Recursos Humanos do Grupo Pão Açúcar. Em seguida, haverá o processo de contratação. Só lembrando: o Pão de Açúcar oferece convênio médico, odontológico e cooperativa de crédito aos seus contratados.

 

PENSAMENTO ECONÔMICO


julian_assange“O Brasil é um poder alternativo bem interessante na região, a ponto de que, nas Américas, há os Estados Unidos e há o Brasil. Vocês são indiscutivelmente a nação mais independente da região fora os Estados Unidos, e isso traz um equilíbrio de poder vital.”


>> Pensamento meio político meio econômico do hacker, criador de polêmicas e estrela pop, Julian Assange. O australiano fundou, em 2006,  o site de divulgação de documentos WikiLeaks. A declaração foi dada em entrevista exclusiva à  Revista Trip.

Adicionar comentário

Seu apelido/nome:
seu email:
Seu estado: Seu website:
Assunto:
Comentário:

Notícias em Destaque

Últimas Notícias

Ipea indica que há espaço para redução de juros sem elevar inflação

Avaliação está no Comunicado 148 sobre efeitos assimétricos da política monetária

Sistema Ari de Sá promove Encontro Regional no Recife

Objetivo é dar continuidade ao processo de formação das escolas conveniadas

Senge-CE lança Projeto "Tecnologia, Soluções e Negócios"

Iniciativa tem como objetivo promover a integração de fornecedores de produtos e serviços com os profissionais da área tecnológica

BNB patrocina a Agrobalsas 2012 no Maranhão

Expectativa é que sejam gerados cerca de R$ 80 milhões em negócios

GOL terá voos extras entre Fortaleza e Campina Grande durante as Festas Juninas

As frequências adicionais começarão a operar no dia 1º de junho e os bilhetes já estão à venda no site da GOL

Vídeo


Rua Dr. José Lourenço, 870 - Salas 505 a 508 - Edifício Consorte
Aldeota - Fortaleza/CE
CEP: 60.115-280
Fone ( 85) 3088.5504 / Fax ( 85) 3133.7751
comercial@investne.com.br
luizcarlos@investne.com.br

Fim da Página