Ceará perde a oportunidade de estar inserido na indústria naval brasileira que caminha para ser uma das maiores do mundo
Um dos argumentos contrários à implantação do estaleiro em Fortaleza prega que os 1,2 mil empregos gerados pelo empreendimento não são um número assim tão vistoso, capaz de trazer ganho significativo ao perfil econômico da cidade. A miopia expressada em algumas opiniões assusta – principalmente, quando vêm de formadores de opinião e, pior, de tomadores de decisão. Junto com o estaleiro, caros leitores-internautas, o Ceará perde a fantástica oportunidade de estar inserido na indústria naval brasileira que, ressurgida das cinzas como Fênix com a força do pré-sal, caminha para ser uma das maiores do mundo. Será tão difícil entender isso?
A Coluna arrisca a dizer que não. Definitivamente, não há nenhuma dificuldade de compreensão dessa perspectiva. O que há, mais uma vez, é a contaminação da economia pela política. Não estão em jogo aqui as melhores vias para o desenvolvimento econômico. Disputam-se os interesses políticos. A barganha, a briga de egos, a prevalência de vontades na sucessão estadual, a picuinha. Como vem sendo dito neste espaço, há algum tempo, a vontade (ou falta de) política tem sido o maior obstáculo ao crescimento da economia do Ceará.
Esta péssima característica local é determinante para deixar o Estado sempre para trás todas as vezes que o cavalo selado da oportunidade passa trotando por essas plagas. O Estaleiro Ceará é mais um exemplo da falta de sintonia entre as demandas econômicas estaduais e os objetivos pouco claros de suas elites políticas. Mais grave ainda é a falta de um plano para o Estado. Não conhecemos nossa identidade econômica. Sem ponto de partida, não sabemos que caminho seguir e, tampouco, onde podemos chegar. Também não temos planejamento de longo prazo, políticas de governo com base econômica...
O Ceará não está pronto para dar sequer o primeiro passo. E, antes de qualquer intenção de avanço, é preciso rever alguns conceitos – como sugeria boa campanha publicitária de algum tempo atrás. Não há nenhuma dúvida de que política e economia andam juntas. Mas há que se ter inteligência para evitar que a involução de uma não contamine a evolução da outra.
Não adianta mudar de assunto
Os dois lados que disputam a presidência da República, no Brasil, estão expondo seus pontos de vista sobre o que será o Brasil melhor que pretendem construir, desde que ganhem as eleições. Um ponto em comum e muitas divergências marcam o embate entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), só para citar os dois polos dessa campanha. O ponto em comum é a transferência de renda. Fácil: quem seria maluco de contestar os efeitos de dinamização econômica e atendimento de demandas sociais do Bolsa Família? Ninguém!
>> É nas divergências que podem-se ler algumas mensagens subliminares. Uma delas é o pleno sucesso da política econômica brasileira. Não seria inteligente para a oposição bater na condução da economia do País. Tudo está dando certo, nessa área. Se é assim, muda-se a agenda para outra frente: a segurança pública. Serra vem batendo nessa tecla como gargalo do governo Lula. Pode até ser que a segurança seja mesmo um problema nacional. Mas a tradição manda dizer: o que decide eleição no Brasil, desde 1989, é a agenda econômica. Nem adianta tentar mudar de assunto.
Segurança jurídica
O presidente da Adit Brasil, Felipe Cavalcante, foi taxativo no 82º Enic – Encontro Nacional da Indústria da Construção, realizado na semana passada. Junto com o consultor ambientalista Cláudio Langone, ex-secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, Cavalcante falou sobre umas das principais dificuldades dos empresários do setor: o licenciamento de empreendimentos e a legislação ambiental. Diz que é importante levantar a bandeira do planejamento e da segurança jurídica em licenciamento ambiental. "Há uma falta de estrutura nos órgãos ambientais. Esperam-se três a quatro anos para se conseguir uma licença e quando a obra é iniciada surge um órgão ambiental e embarga a construção. Tal fato não pode acontecer. A visão que não se pode ter é que a construção de empreendimentos é ruim para as comunidades locais. Não são todos os empreendimentos que trazem impactos ambientais. É preciso ressaltar a geração de emprego e renda que tais construções proporcionam", finalizou.
>> Para Cláudio Langone, é preciso trabalhar o planejamento ambiental junto com o licenciamento. “A legislação brasileira é avançada, porém a capacidade de intermediação é limitada. A solução para sair do impasse é melhorar o desempenho, racionalizar os procedimentos, aumentar a informatização, criar procedimentos simplificados e realizar uma abordagem por bacias, setores e programas, assim como descentralizar a fiscalização”, arrematou.
Jogo no shopping
Se você não quer abrir mão de suas comprinhas, nem na hora do
jogo do Brasil, o shopping Pátio Dom Luis tem a solução para os seus problemas. Durante a Copa do Mundo, contará com televisores distribuídos na praça de alimentação, do segundo piso. Além de todo o conforto e segurança do shopping, os clientes poderão degustar as várias delícias dos restaurantes da praça e formar uma grande torcida verde e amarela.
>> Nos dias de jogos da Seleção (15, 20 e 25 de junho), as lojas terão funcionamento facultativo enquanto a bola estiver rolando no gramado, podendo interromper o atendimento 30 minutos antes das disputas. Trinta minutos após o apito de término da partida, as lojas fechadas reabrem para que os clientes ainda possam aproveitar o requinte e a variada opção de compras e serviços do shopping Pátio Dom Luis.
No Beach Park, também
Já que estiver hospedao
no Beach Park Acqua Resort e o Beach Park Suites Resort vai contar com programação especial . Nos dias de jogos do Brasil, animadores dos resorts comandam divertidas atividades para agitar ainda mais a torcida. As atividades acontecem durante os intervalos dos jogos, entre elas, o “Bolão Beach”, “Pedale como o Robinho e acerte o gol” e o “Comentarista da rodada”.
Excepcionalmente nesta terça-feira, dia 15, o Parque Aquático e o Restaurante da Praia não funcionam, abrindo normalmente na quinta-feira, dia 17.
Troca-troca de informações
O Projeto Organics Brasil foi convidado para conhecer os trabalhos do cluster de orgânicos da região de Rhone-Alps na França dentro do Programa Internacional de Intercâmbio. O objetivo é estabelecer contatos com os centros de pesquisa. Em contrapartida, as empresas francesas também podem conhecer os produtos brasileiros. O coordenador executivo do Projeto, Ming Liu, que visitará empresas e participará de palestras nas cidades de Lyon e Valence, explica: "Este cluster foi desenvolvido para aproximar a relação academia/pesquisas com o setor industrial, promovendo o desenvolvimento da cadeia produtiva de alimentos, bebidas, cosméticos e têxteis orgânicos. Vamos conhecer projetos de utilização de tecnologia de fluidos supercríticos na indústria de alimentos, o processo de rastreabilidade e segurança alimentar na cadeia alimentos; a tecnologia de secagem e desidratação de vegetais e frutas; assim como avaliar as embalagens biodegradáveis e de materiais recicláveis".
>> Na área de negócios, o Projeto Organics Brasil, que tem 74 empresas associadas, vai se reunir com as empresas do cluster com interesse em oportunidades de investimento e parcerias no Brasil. A visita ao cluster francês de produtos orgânicos também inclui associações de produtores do Canadá e Estados Unidos. A visita ocorre desta segunda, dia 14, a 18 de junho, na região de Rhone-Alps.
Pensamento Econômico
Como pudemos ser tão burros?
>> Refrão repetido por vários analistas durante o debate “O Que Deu Errado” no Fórum Econômico Mundial, em Davos. A questão fazia referência à crise de 2008/2009
Inscrições vão até 24 de fevereiro e os interessados devem procurar o Cras
Profissional possui mais de 20 anos de experiência no mercado imobiliário
Meta histórica da companhia é de 15 milhões de clientes transportados
Presidenta respeita as reivindicações da corporação, mas não concoda anistiar policiais que cometeram crimes
As carteiras devem permanecer fechadas para aplicações e resgates