Números são resultado do trabalho de administração das expectativas, principal atribuição da autoridade monetária de qualquer país
O brasileiro acorda, nesta segunda-feira, sob os efeitos de mais uma avaliação dos economistas para o desempenho da economia nacional. Desta vez, dizem que há uma desaceleração e, portanto, a inflação não deve subir. A projeção do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) para este ano foi reduzida de 5,35% para 5,27%. Já para 2011, a previsão foi mantida em 4,80%. A expectativa dos mesmos analistas para a Selic, a taxa básica dos juros do País, é de que feche o ano menor: reduzida de 11,75% ao ano para 11,50%. Para o final de 2011, permaneceu em 11,75%.
A estimativa é de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) nos mesmos 7,20% em 2010 e de 4,50%, no ano seguinte. Os economistas também preveem estabilidade na cotação do dólar. Sem alteração projetada, a taxa de câmbio será de R$ 1,80, neste ano, e de R$ 1,85 em 2011.
A ata do Copom, divulgada no final da semana passada, aponta na mesma direção: ritmo econômico mais lento e, consequentemente, dragão inflacionário mansinho. O documento explica a decisão tomada na última reunião do Comitê, na qual a Selic caiu 0,5 ponto percentual, passando aos 10,75% anuais. Sem viés – o que significa que os membros do Copom não deixaram nenhuma pista se vão manter a política de redução ou não, na próxima reunião, em setembro.
Esta abundância de números não deve assustá-lo, caro leitor-internauta. Eles são resultado do trabalho de administração das expectativas, principal atribuição da autoridade monetária de qualquer país. As análises, as projeções, os achismos calculados nada mais são do que ferramentas de mercado e seus balizadores.
Para evitar que a profusão de indicadores da segunda-feira o confunda, a Coluna recomenda: em vez dos números, preste atenção no seu cotidiano. Se o dinheiro/crédito estiver mais caro, os juros subiram; se a conta do supermercado ficou mais alta, foi a inflação que deu uma mordidinha no seu poder de compra. A verdade está aí, na microeconomia. Simples assim.
O que te faz feliz?
O brasileiro está feliz. Essa é a conclusão de pesquisa da Ipsos feita em 23 países para saber se as pessoas estão satisfeitas com a vida que levam e quais as três prioridades de cada nação. Por aqui, 61% consideram estar bem no local onde vivem e 62% apontam os serviços de saúde como ponto mais importante para o desenvolvimento de sua comunidade. A segunda prioridade do brasileiro é oportunidade de trabalho, escolhida por 52% dos entrevistados. Logo atrás, aparece nível de criminalidade como terceira prioridade.
>> Nos demais países, a Holanda (85%), Canadá (83%), Austrália (82%), Índia (76%), Alemanha (74%) e Estados Unidos (73%) têm os residentes mais satisfeitos com suas comunidades locais, em comparação com os residentes da Coreia do Sul (34%), Hungria (45%), Japão (46%), China (48%) e Rússia (49%), que são os menos satisfeitos com as áreas onde vivem.
ECONOMIA REAL
Contratos futuros, com transparência
Os players do Mercado Livre de Energia querem mais transparência, especialmente, no item preço. E apontam os contratos futuros como solução. Entre as teses que circulam no segmento, está a criação de uma bolsa de comercialização de energia. Trata-se de uma tendência consolidada no Simpósio Nacional de Regulação, Economia e Mercados de Energia Elétrica (Sinrem), organizado pelo Comitê Nacional Brasileiro de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (Cigré-Brasil).
>> De acordo com Érico Evaristo, diretor de Risco da comercializadora de energia Compass, essa tendência responderia à necessidade do mercado de ter maior transparência nos preços, principalmente considerando o cenário atual de alta volatilidade no mercado spot. “Apesar de os contratos futuros de energia apresentarem muita semelhança com os contratos a termo, os preços futuros refletem maior consenso do mercado, conferindo maior transparência aos preços que o mercado a termo”, revela Evaristo à Coluna.
>>Para o diretor da Compass outras características dos contratos futuros de energia seriam: os ajustes diários que permitem a liquidação financeira diária dos lucros ou prejuízos das posições; as margens de garantia que são exigidas pelas bolsas para a tomada de posições em contratos futuros; a inexistência de risco de crédito da contraparte, pois a bolsa garante a liquidação dos contratos futuros; e a padronização dos contratos. “No entanto, a criação de um mercado futuro não excluirá a atual negociação de energia do mercado livre, em balcão, por meio de contratos a termo”, ressalta o diretor.
Presidente do HSBC em Fortaleza
O HSBC rendeu-se ao nicho de mercado das pequenas e médias empresas. E quer consolidar sua posição aqui no Ceará, também. Por isso, o presidente do banco, Conrad Engel, vem a Fortaleza explicar todos os detalhes do lançamento de linha de financiamento de R$ 3 bilhões – a HSBC Empresas. O encontro será com funcionários e clientes. A estratégia de negócios deve levar ao crescimento de 50% na base de clientes do banco, neste segmento. Além de dobrar sua carteira de crédito para o segmento até 2012. Engel chega na próxima sexta-feira, dia 6.
Seus problemas acabaram
O leitor-internauta quer entender o que se passa no imbricado segmento dos seguros e resseguros e não tem uma obra de referência? Seus problemas acabaram. O especialista em Direito de Seguro, Sergio Mello (foto), publica Resseguro e questões processuais atuais, obra integrante da série Estudos Funenseg, destinada a trabalhos e pesquisas de profissionais das áreas de Seguro, Resseguro, Previdência e Capitalização.
>> O estudo analisa a recente abertura do mercado de resseguros. “Até bem pouco tempo, as questões processuais envolvendo segurador e ressegurador eram praticamente inexistentes. Isso se dava em razão do monopólio estatal e da determinação legal contida no Decreto-Lei 73, que no seu artigo 68 estabelecia o litisconsórcio indispensável do IRB nas ações de seguro, sempre que este tivesse responsabilidade no pedido”, explica o especialista. Ele completa: “O desafio do trabalho é encarar com ideias concretas nascidas da prática do mercado segurador em comparação ao ambiente jurídico processual em vigor”.
Em mares nordestinos
A Usix Technology foi a principal patrocinadora do Prêmio Universitário Felipe Gaúcho (PUG) 2009, entregue no dia 21 de julho, no Ceará, aos estudantes de Tecnologia da Informação (TI). A terceira edição do evento reuniu líderes de empresas do setor de TI, entre eles o diretor da empresa, Kleisom Sabino. Para ele, o apoio a ações inovadoras na área, alinhado à modernização de produtos, é essencial para a saúde do mercado. “É fundamental apoiar iniciativas como o PUG, que incentivam o mercado local a desenvolver soluções criativas e transformadoras”, disse.
Prevenir para não remediar
Como Seguro morreu de velho, a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos, do Governo Federal) acaba de incluir a prevenção de acidentes como o do Golfo do México como tema no edital do pré-sal. Além dos seis segmentos já contemplados, serão apoiadas propostas de tecnologias de prevenção, localização e reparo de vazamentos em equipamentos offshore e de recuperação de áreas afetadas. O edital é de R$ 100 milhões e prevê investimento no desenvolvimento de projetos realizados em sistema de cooperação entre empresas da cadeia do setor de Petróleo & Gás (P&G) e instituições de pesquisa científica e tecnológica.
>> A Finep quer buscar soluções para os desafios tecnológicos gerados ou ampliados a partir das descobertas de reservas na camada do pré-sal. Esta chamada abrange também os segmentos de Válvulas, Conexões/Flanges, Umbilicais Submarinos, Caldeiraria, Construção Naval e Instrumentação/Automação.
>> As empresas têm até o dia 16 de agosto para encaminharem o formulário específico. Os técnicos da Finep lembram a importância da leitura do guia sobre como preencher a carta. A data de divulgação do resultado final da primeira etapa sai em 16 de setembro. A saber: o valor mínimo das propostas deverá ser de R$ 1 milhão, incluindo as bolsas de estudo e pesquisa.
TUDO É ECONOMIA
Pesquisa da Associação Nacional de Livrarias (ANL) revela que os brasileiros estão lendo mais. Agora, a média anual de leitura é de 1,9 livro. Esse aumento é resultado direto de uma outra expansão: a da quantidade de livrarias. O levantamento mostra que no País existem 2.980 lojas – 11% a mais do que havia em 2006. No Nordeste, a Bahia é o estado com maior número de livrarias, enquanto São Paulo lidera o ranking nacional com mais do dobro do número registrado no Rio de Janeiro, segundo colocado na lista da ANL. Uma curiosidade: Roraima, com apenas 25 livrarias, tem a melhor média nacional. Isso porque o estado tem baixa densidade demográfica.
>> O avanço das livrarias é atribuído à venda de produtos diferenciados, como CDs e DVDs. Também contribui a criação de ambientes agradáveis dentro das lojas, tais como os cafés, espaços de convivência e salas de leitura.
PENSAMENTO ECONÔMICO
Diáologo genial no Twitter, entre as jornalistas Dalviane Pires e Adriana Saboya, vale mais que qualquer aula de macroeconomia.
@DalPires: “Capitalismo é aquilo que me faz desejar a sandália da vitrine”.
@DriSaboya: “Isso é desejo, consumo. Capitalismo é quando a gente taca o cartão de crédito pra trazer a sandália.”
Inscrições vão até 24 de fevereiro e os interessados devem procurar o Cras
Profissional possui mais de 20 anos de experiência no mercado imobiliário
Meta histórica da companhia é de 15 milhões de clientes transportados
Presidenta respeita as reivindicações da corporação, mas não concoda anistiar policiais que cometeram crimes
As carteiras devem permanecer fechadas para aplicações e resgates